terça-feira, 13 de abril de 2010

Lições da Cimpor

Castro Guerra será o charmain da Cimpor

o que nos dá uma bela imagem do país e das empresdas cotadas:
  1. Os accionistas privados da Cimpor precisam do Estado, que é como quem diz, do Governo que lá estiver. (Serão bons consumidores de cimento já que a Cimpor é bastante rentável)
  2. Depois da guerra da escolha de nomes, os accionistas privados preferiaram Castro Guerra a Mário Lino.
  3. Poucas são as empresas cotadas em Portugal que não são influenciadas pelos governos da altura. Mercado accionista? Capitalismo?

1 comentário:

Hugo Mendes Domingos disse...

A rentabilidade da Cimpor tem a ver com vários factores. Entre eles, gostava de destacar:
1. No mercado nacional, foi decidido há muito tempo (penso que no tempo de Salazar) que Portugal teria poucas fábricas de cimento de grande capacidade ao contrario de outros países que têm maior número de fábricas com menos capacidade. A partir daí, o mercado tornou-se um duopólio Cimpor/Semapa. A Cimpor pratica em Portugal os preços que quer.

2. Durante os últimos anos, a Cimpor foi comprando cimenteiras em Espanha localizadas junto à fronteira com Portugal e hoje em dia o seu mercado está efectivamente protegido. De novo, a Cimpor pratica os preços que quer.

Penso que importa à empresa ter bom relacionamento com o Governo para que este cenário não se altere.

A guerra que a Cimpor vai travar nos próximos anos tem mais a ver com o mercado brasileiro. Penso que, desde que Portugal não dê problemas, a gestão da empresa estará mais focada nos mercados internacionais.