segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Mais um dia de loucura financeira

Dia de loucura. A terceira semana de instabilidade prossegue com o furacão a entrar na Europa e os Estados Unidos bloqueados.

O Plano Paulson não foi aprovado pela Câmara dos Representantes. É uma derrota para Bush. Pode ser uma vitória para os Estados Unidos. Falta ao plano a punição dos infractores que a Europa está a fazer sem plano.

O furacão nascido na América chegou à Europa. Foi o pior dia para a Europa desde que a crise se iniciou em Agosto do ano passado.
Bolsas em acentuada queda, euro a desvalorizar... e a agora a vez da banca europeia a ser salva, sem Plano Paulson mas também com a mão no bolso dos contribuintes.

Em 24 horas os países europeus - Reino Unido, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Islândia e Alemanha gastaram 69,37 mil milhões de euros, quase metade do PIB português, para salvar quatro instituições financeiras

O Fortis, está a ser parcialmente nacionalizado (49%) pelos países de origem, Bélgica, Holanda e Luxemburgo, com uma injecção de 11,2 mil milhões de euros.
O Bradford & Bingley foi nacionalizado.
A Islândia nacionalizou o Glitnir
A Alemanha intervencionou o Hypo Real Estate com outro bancos.

4 comentários:

Anónimo disse...

Duas perguntas: 1ª O dinheiro está seguro em Certificados de Aforro??? 2ª Se um Fundo de Pensões como o do BCP(que paga as pensões aos seus colaboradores) estourar, quais são os cenários mais prováveis???

Gaston

Anónimo disse...

Há diferenças substanciais.

No caso europeu, trata-se de nacionalizações de bancos. Ou seja, os contribuintes gastam dinheiro, mas ficam com um valor (um banco) em troca.

Além disso, as nacionalizações são feitas com os bancos a preço de saldo, ou seja, são feitas quando as ações já caíram 50% ou mais do seu valor.

No caso europeu, os acionistas dos bancos ficam a arder (perdem grande parte do valor das suas ações), e os diretores dos bancos idem (são despedidos).

No caso americano, aquilo que se propunha era que o contribuinte pagasse, mas que ficasse sem nada em troca, a não ser papeis sem valor. No caso americano, o contribuinte pagaria um valor inflacionado para ficar com ativos desprovidos de valor.

Luís Lavoura

Manuel disse...

Os Certificados de Aforro constituem dívida pública, pelo que constituem um máximo em termos de segurança.
Concordo que custa ver quem afundou os Bancos a sair a sorrir. Mas atenção: beneficiaram de "toda" a confiança dos depositantes, ou pelo menos do seu fechar de olhos. E o que está em causa, neste momento, é mais segurar o que é possível segurar. A noite das facas longas deverá ficar para mais tarde, nem que seja para apenas rever as regras. Embora seja verdade o "teorema" que diz que quando os ventos vêm de feição fazemos por esquecer que podem mudar de sentido.

Helena Garrido disse...

Caro Gaston,
Como já disse Manuel, Certificados de Aforro são completamente seguros - 99,9999%. O Fundo de Pensões dos bancos - têm de respeitar regras e dificilmente estouram. Ninguém vai ficar sem pensões, no limite, e como se está a ver por toda a Europa, o Estado dá garantias, basicamente todos nós.