segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Dinheiro no colchão, a nova aplicação

O HSBC - sim aquele que está a perder milhões nesta crise - revela que os clientes mais ricos estão a tirar o seu dinheiro de acções e obrigações "aplicando" em dinheiro na mão. É a moda do dinheiro debaixo do colchão, ou nos clássicos depósitos.

Quem tiver dinheiro vivo nesta crise, especialmente nesta, encontrará um pouco por toda a Europa ocidental e Estados Unidos muito boas aplicações. Casas para comprar aos montes e a preços de saldo.

8 comentários:

Carlos Santos disse...

Cara Helena,

É um enorme prazer participar no seu blogue. Ainda que tenha algumas reservas quanto à sua afirmação sobre o investimento imobiliário neste momento. Se não estou em erro, o Indice de Preços relevante mostra, no caso Português que a descida de preços não corresponde ainda ao esvaziar completo da bolha. Não sei se concorda? Se for esse o caso, e se o mercado tender a voltar ao seu equilíbrio anterior, temo que os preços ainda estejam demasiado em alta...

Bravo disse...

A análise tem conclusões, no minímo, contraditórias.

Era bom que os jornalistas económicos "descodificassem"
melhor as suas análises e conclusões.

Não em folhas A4... olhem para a simplicidade destes gráficos do "El País":

http://www.elpais.com/graficos/economia/crisis/economica/Espana/elpgraeco/20080903elpepueco_1/Ges/

Com tantos jovens jornalistas em início de profissão é difícil fazer parecido: CLARO QUE NÃO!

E já agora, gostava depois de ver a que conclusões chegam

Anónimo disse...

Que há casas para comprar aos montes, concordo.

Que estejam em preço de saldo, discordo.

Os preços das casas em Portugal estão ainda extremamente elevados, tendo em conta a falta de disponibilidade financeira da população, o endividamento do país, e o excesso de casas por família prevalecente.

Se o preço das casas estivesse ajustado, aliás, não as haveria aos montes para venda. O facto de haver montes de casas à venda denuncia um desajustamento entre a oferta e a procura, isto é, um preço demasiadamente elevado.

Luís Lavoura

Anónimo disse...

Se as nossas leis não fossem uma treta(nomeadamente a nova lei do arrendamento) e a justiça não fosse a palhaçada que é, eu comprava umas casitas...

Anónimo disse...

Em Portugal não houve bolha... os preços estão altos nos locais onde não se vende (Porto, arredores do Porto, linha de Sintra, Santarém, Beja e localizações secundárias). Em Madrid os preços multiplicaram por 4 nos últimos dez anos, em Portugal subiram em média menos de 15%. Rebentou a bolha em Espanha e os preços baixaram 40%... o acumulado continua a favorecer nuestros hermanos. Aqui o problema não é de oferta, é de procura; temos uma população a envelhecer e cidades a apodrecer em resultado de uma lei de arrendamento do tempo em que éramos governados pela esquerda radical do Salazar

Serafim Gonçalves disse...

DE facto, virem para aqui anónimos falar do que não sabem, mais vale não dizerem nada. Esquerda radical de Salazar!? A lei do arrendamento aprovada no tempo do Salazar foi uma lei negociada com a associação representante dos proprietários, bem próxima e afinada com o regime ditatorial, que foi uma solução de compromisso: os proprietários aceitavam congelar as rendas, o governos deixava-os manter os preços exorbitantes das mesmas. Claro, isto há cerca de 4 décadas atrás. Puseram-se do lado errado da história e agora recebem os frutos disso: rendas desactualizadas e um mercado de arrendamentos moribundo e praticamente inexistente. O que é que querem?

Quem faz os seus escolhos, faz os seus antolhos. Pena dos proprietários com casa arendadas com rendas pequeninas? Nunhuma. Os problemas do crédito bancário não é mais do que o resultado da irresponsabilidade de todos: dos bancos que baixaram a bitola para a concessão dos créditos; dos particulares que pensavam que estavam no melhor dos mundos possíveis (o das taxas de juro baixas) e decidiram viver muito acima das suas possibilidades; e do próprio Estado, que nunca investiu na educação financeira dos cidadãos e não legislou no sentido de pôr um travão à forma desenfreada como os bancos têm concedido os créditos à habitação.

Anónimo disse...

Serafim Gonçalves, não confunda as associações pretensamente representativas dos senhorios com cada senhorio individual (e há-os muitos). O facto de as associações terem, alegadamente, no tempo de Salazar dado o seu aval ao congelamento das rendas, não implica que não se deva ter pena de um senhorio individual que foi prejudicado por esse congelamento.

Há também que distinguir as situações sociais. No tempo de Salazar estava-se em processo de urbanização do país - as pessoas transferiam-se do campo para a cidade. A procura de casas na cidade era grande, por isso as rendas atingiam valores exorbitantes. O governo de Salazar, desejoso de permitir o processo de urbanização, tentou limitar as rendas. Essa medida terá sido, provavelmente, positiva ou necessária nesse tempo. (Outros países tomaram a mesma medida, num mesmo enquadramento social.)

O problema em Portugal não foi a medida tomada no tempo de Salazar, foi, sim, o facto de essa medida ter sido mantida para além do seu prazo e, em particular, durante um período de forte inflação - os anos 70.

Luís Lavoura

Anónimo disse...

Ó Serafim tenha calma e não se enerve... Viva o ANÓNIMO