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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ainda na Economist, os líderes fragilizados

@Economist Peter Schrank
Líderes cansados, sociedades em mudança e crises que parecem eternas. Vale a pena ler pelo que se diz das tendências das sociedades actuais - os partidos de massas acabaram -, pelos vários factores identificados como fragilizadores da União - por exemplo, o tempo, demasiado, que estão no poder - e especialmente pelo olhar sobre as mudanças no eleitorado - os partidos de massas acabaram, diz-se.
E finalmente pela fantástica síntese final:
"If Mr Sarkozy were less mercurial, Mrs Merkel less prone to panic, Mr Zapatero more convincing and Mr Berlusconi less of a buffoon, Europe would be less handicapped."

quarta-feira, 28 de abril de 2010

No Parlamento detectam-se mentiras

Enquanto o país se vê a caminhar para uma crise cada vez mais grave no Parlamento detectam-se mentiras.

Se o tempo fosse para brincadeiras sugeria que se oferecesse um daqueles detectore de mentiras ou se contratasse uma daquelas persongens de uma das séries televisas que por aí anda que detectam mentiras.

Claro que estas avaliações são sempre classificadas como "populistas", perigosas pela fragilização que significam para a democracia.
Vale a pena registar que uma critica mesmo sendo populista vale pelo sue conteúdo.

Se nos contassem que um país, alvo de uma onda de descredebilização financeira que o pode lançar para uma gravissima recessão, tem uma parte dos seus deputados a analisar à lupa se o primeiro-ministro sabia ou não sabia de um negócio que uma empresa não fez, onde diriíamos que seria esse país?

domingo, 25 de abril de 2010

Grandes lições neste 25 de Abril

O discurso do Presidente da República  com os alertas e avisos sobre os salários dos gestores e as propostas de prioridades para a política económica, o mar e as indústrias criativas.

A intervenção do Presidente da Assembleia da República com especial relevo para as criticas às agendas dos partidos: "temos a sensação de ver um debate político muitas vezes centrado no acessório - é a fuga da realidade -, em detrimento de responsabilidades que, em democracia, são de todos e por isso devem ser partilhadas (...)".

José Pedro Aguiar-Branco e a reconciliação com a história nos símbolos do cravo e da pátria.

Depois de uma semana terrível para Portugal nos mercados financeiros é um consolo - mínimo que seja - ver algumas lideranças a mostrarem que entendem o que se está a passar. E que têm ideias de soluções.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Avisos ao Governo, ao PSD e ao PP

As yields da dívida pública grega a dez anos atingiram os 6,17% hoje, mais 295 pontos bases que a taxa que está a ser exigida aos alemães.
Os investidores estão a fugir da dívida pública grega, apesar de todas as garantias que têm sido dadas pelo governo de Atenas

Os títulos equivalente para a dívida pública portuguesa - Obrigações do Tesouro a dez anos - estão com taxas de rendibilidade de 4,26%. No espaço de dois meses, a diferença entre a taxa exigida a Portugal e aos alês duplicou.

sábado, 19 de setembro de 2009

Um dia lamentável...

... para o país

Como e porque é que o Presidente da República de um país, com os poderes que a Constituição lhe dá e legitimidade que tem, suspeita que tem a sua equipa sob vigilância há mais de um ano e não desencadeia os mecanismos institucionais para acabar com isso?

Como e porque é que o Presidente da República de um país, considerando que existe um problema de segurança no país, diz que adia a sua resolução uma semana?

Como e porque é que o primeiro-ministro de um país concorda com o Presidente e perante um problema de segurança diz que o importante é continuar a campanha eleitoral?

A irresponsabilidade tomou conta das lideranças políticas?

Se há de facto um problema de segurança - e ao que parece há mais de um ano - têm o dever de acabar com ele.

Só se nada disto não é para levar a sério.
Mais um caso dos muitos que já teve esta campanha eleitoral.
Politiquices perigosas.

Este ambiente...

... de mata ou morre que se instalou entre os protagonistas políticos está a tornar a convivência muito difícil e o ar irrespirável

terça-feira, 9 de junho de 2009

Em Belém mantém-se a sensatez

O Presidente da República não promulgou as alterações à lei do financiamento dos partidos.

Aquela lei meio aprovada à socapa por todos os partidos e que apenas mereceu criticas de um deputado, o socialista António José Seguro.

Um dos argumento do Presidente é obviamente o mundo em que queriam ficar os partidos: um modelo de financiamento "tendencialmente público" como tinha aprovado anteriormente, e aumentar significativamente a possibilidade de doações privadas sem se saber quem dava o quê.

O mal que o financiamento dos partidos está a fazer às democracias recomendava que a classe política fosse mais sensata e procurasse solução mais adequadas para um tema destes, tão debatido no mundo.

Por vezes parece que o maior inimigo dos partidos e da democracia são os próprios políticos.

A actuação do Presidente da República tem sido determinante para limitar os danos que se estão a fazer ao regime.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Politiquice... da pior

Vital Moreira, o candidato que lidera as listas do PS às eleições europeias parece vacilar entre propostas sobre o futuro da União Europeia - que merecem o elogio - e a politiquice mais rasteira - que se deve obviamente condenar e lamentar.
“Não quero fazer más intenções, certamente por acaso, todos aqueles senhores são figuras gradas ... estamos à espera que o PSD se pronuncie sobre a vergonha a roubalheira no BPN”,
“É de uma tal gravidade, de uma tal imoralidade, que eu considero estranho que os banqueiros portugueses não se demarquem daquela situação. (...) O PSD deve dizer o que pensa sobre este escândalo".
Não desejo acreditar que a mudança de estratégia de Oliveira Costa em relação à Comissão de Inquérito - primeiro não quis falar, com o argumento de ser arguido no processo, o que continua a ser - possa estar relacionada com a campanha eleitoral.
Aos políticos exige-se responsabilidade, redobrada nos tempos difíceis em que vivemos.
Há caixas que, se abrirem, sabemos como a história começa mas nunca saberemos como acaba.
Ninguém na política, no actual modelo de financiamento das democracias, está livre de ser apanhado no turbilhão. Justa ou injustamente. E com efeitos brutais e imprevisíveis nos regimes democráticos que todos - em princípio - tanto gostamos e queremos preservar.
Não vale tudo.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O perigo da fragilidade institucional

Esta começa a ser a minha preocupação. Crise financeira, recessão económica e fragilidade das instituições é uma mistura explosiva.

A instabilidade financeira e a perspectiva de uma grave crise económica parece ter reacendido violentamente entre nós uma fúria de auto-destruição, do país e das instituições. Presidência da República, Banco de Portugal, Autoridade da Concorrência, Educação, Universidades... juntam-se agora aos habituais alvos que têm sido a justiça e o sistema de saúde. Não temos razões de queixa? Claro que temos. Mas entre a destruição e a crítica vai uma longa distância. (ler mais)

Foi essa preocupação que tentei também transmitir aqui com os exemplos do BCCI e Barings.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O presidente, a política e os jovens

O Presidente da República reuniu-se hoje com dirigentes de associações de jovens para promover o debate sobre juventude e a política, na sequência do seu discurso no 25 de Abril deste ano.

Ouvi pela manhã alguns destes jovens dirigentes e, obviamente, compreendi o desinteresse dos jovens. Não existia qualquer diferença entre o que diziam e o que dizem os partidos com os adultos.

Na relação académica que tenho com os jovens - têm em torno dos 20 anos - é com grande dificuldade que combato a ideia generalizada típica de conversa de café de que os políticos são péssimos - e mais não digo porque todos adivinham os lugares comuns.

Hoje os jovens preferem pertencer a movimentos cívicos - muito mais que os adultos - a integrarem partidos políticos. Aí, nos partidos, em regra encontramos pessoas que reflectem pouco, têm poucas convicções... Apenas pensam em tácticas com o objectivo único de progredirem na vida - os dos partidos do poder. Os que não têm ambições de poder criticam tudo. Obviamente com algumas honrosas excepções.

Mudar isto não é fácil. Porque tudo está contaminado pelos partidos. Infelizmente.