O discurso do Presidente da República com os alertas e avisos sobre os salários dos gestores e as propostas de prioridades para a política económica, o mar e as indústrias criativas.
A intervenção do Presidente da Assembleia da República com especial relevo para as criticas às agendas dos partidos: "temos a sensação de ver um debate político muitas vezes centrado no acessório - é a fuga da realidade -, em detrimento de responsabilidades que, em democracia, são de todos e por isso devem ser partilhadas (...)".
José Pedro Aguiar-Branco e a reconciliação com a história nos símbolos do cravo e da pátria.
Depois de uma semana terrível para Portugal nos mercados financeiros é um consolo - mínimo que seja - ver algumas lideranças a mostrarem que entendem o que se está a passar. E que têm ideias de soluções.
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domingo, 25 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
O poder dos accionistas (na EDP)
Ficámos hoje a saber o pouco poder que os accionistas da EDP têm, mesmo que seja um que tenha 20% do capital.
O presidente da assembleia-geral da EDP Rui Pena a proposta da Parpública para limitar os salárioos dos gestores "não é admissível" como ponto de discussão no encontro de accionistas de hoje porque "só a Comissão de Vencimentos tem legitimidade" para fazer propostas de aletrações dos salários dos gestores, como se pode ler hoje no Negócios.
Rui Pena explica que "não está em causa qualquer restrição ao exercício direito de participação dos accionistas" porque poderão discutir essa questão quando for apresentada a proposta oportunamente pela Comissão de Vencimentos".
Na pureza dos modelos que inspiraram a sua criação na sequência de trabalhos realizados por economistas e juristas que se dedicaram ao estudo do governo de sociedades em que os donos não controlam a gestão, as comissões de vencimentos foram sugeridas como ferramentas para impedir os abusos de quem controla a gestão.
Se um accionista com 20% do capital - e vamos esquecer que estamos a falar do Estado - não consegue alterar as regras ou propor mudanças numa reunião de accionistas - porque está limitado por um monopólio concedido à comissão de vencimentos - alguma coisa está errada no desenho das regras.
O presidente da assembleia-geral da EDP Rui Pena a proposta da Parpública para limitar os salárioos dos gestores "não é admissível" como ponto de discussão no encontro de accionistas de hoje porque "só a Comissão de Vencimentos tem legitimidade" para fazer propostas de aletrações dos salários dos gestores, como se pode ler hoje no Negócios.
Rui Pena explica que "não está em causa qualquer restrição ao exercício direito de participação dos accionistas" porque poderão discutir essa questão quando for apresentada a proposta oportunamente pela Comissão de Vencimentos".
Na pureza dos modelos que inspiraram a sua criação na sequência de trabalhos realizados por economistas e juristas que se dedicaram ao estudo do governo de sociedades em que os donos não controlam a gestão, as comissões de vencimentos foram sugeridas como ferramentas para impedir os abusos de quem controla a gestão.
Se um accionista com 20% do capital - e vamos esquecer que estamos a falar do Estado - não consegue alterar as regras ou propor mudanças numa reunião de accionistas - porque está limitado por um monopólio concedido à comissão de vencimentos - alguma coisa está errada no desenho das regras.
Os salários dos gestores
A posição da Parpública sobre a recusa do presidente da Assembleia Geral da EDP de colocar a questão dos salários dos gestores na agenda da reunião de accionistas:
A Parpública, Participações Sociais SGPS tomou conhecimento da
decisão do presidente da Assembleia-Geral da EDP em não admitir a
discussão na próxima assembleia-geral da empresa, a sua proposta no
que respeita a alterações em matéria de remuneração.
Consequentemente, e tendo em conta as orientações constantes dos
despachos do Secretário de Estado do Tesouro e Finanças, de Abril de
2009, e do Ministro de Estado e das Finanças, de Março de 2010, em
matéria de remunerações, a Parpública irá votar contra a proposta que
estará em discussão pelos accionistas, apresentada pela Comissão de
Vencimentos da EDP.
A Parpública Participações Sociais detém, directa e indirectamente, uma
participação de 20,04% do capital social da EDP.
Lisboa, 14 de Abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Salários dos gestores...
...vale a pena ler o trabalho que o Negócios hoje publica sobre os salários dos gestores - o primeiro de outros trabalhos - como promete aqui Pedro Guerreiro.
O tema é controverso mas exige cuidado na avaliação dos números.
E a controvérsia não é de hoje. Em 2007 escrevi sobre o tema com o título "Executivos Ronaldos" e o ano passado nas páginas do Negócios tivémos um debate para responder à questão "Os prémios dos gestores devem ser cortados?"
E a controvérsia ultrapassa as fronteiras de Portugal - o que nada significa em si já que podia ser um tema apenas portugûês - como se pode ler nos contributos dados por um dos norte-americanos que mais tem escrito sobre este assunto relacionado com o governo das sociedades, Lucian Bebchuk.
O tema é controverso mas exige cuidado na avaliação dos números.
E a controvérsia não é de hoje. Em 2007 escrevi sobre o tema com o título "Executivos Ronaldos" e o ano passado nas páginas do Negócios tivémos um debate para responder à questão "Os prémios dos gestores devem ser cortados?"
E a controvérsia ultrapassa as fronteiras de Portugal - o que nada significa em si já que podia ser um tema apenas portugûês - como se pode ler nos contributos dados por um dos norte-americanos que mais tem escrito sobre este assunto relacionado com o governo das sociedades, Lucian Bebchuk.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Os salários dos gestores e... dos outros

Este é um gráfico que relaciona o salário médio da administração das 20 maiores empresas cotadas em bolsa com o custo por trabalhador. O Jornal de Negócios publica hoje um trabalho sobre os salários dos gestores das 20 maiores empresas cotadas na bolsa portuguesa. Um trabalho da jornalisa Elisabete Sá.
Um administrador do PSI 20 ganhou em média 22,7 vezes o que recebeu em média quem trabalha nessas empresas com outras funções. Ou seja, para receber o que o administrador recebeu num mês teves de trabalhar 23,7 meses.
A Sonae SGPS - liderada por Paulo Azevedo, filho de Belmiro de Azevedo - está no topo. O salário médio da administração foi, o ano passado, 164,1 vezes a remuneração média dos outros trabalhadores.
Segue a PT. A adminitração de Henrique Granadeiro ganhou em média 98,8 vezes mais que os outros empregados.
No fim está a REN, com uma relação de 4,8 vezes.
O que justifica estas escandalosas diferença? Ensaiemos umas respostas no universo da racionalidade económica:
- Os administradores são bastante mais produtivos que os restantes trabalhadores da empresa e merecem, por isso, um salário superior. Esta é a tese da necessidade ou antes o valor absoluto a determinar o valor, um pouco como a ideia de que a água devia valer mais que o diamante. Mas terão estes senhores - sim senhores, porque senhoras parece que não existem para gerior empresas - um valor absoluto tão elevado? Mas como é isso possível se em alguns casos o valor das empresas caiu e os resultados também? No caso da Soane o ano até foi marcado por fracassos - como o da OPA à PT? Esta
- Os administradores são poucos. Usando a resolução do paradoxo da água e do diamante, o seu valor é determinado pelo rendimento marginal que geram. Mas que rendimento marginal geram alguns deles? E na relação entre o rendimento marginal com os outros trabalhadores, a diferença será assim tão grande?
Resta-me a explicação do desequilíbrio de poderes: como são eles, administradores, que decidem o seu salário optam pelo valor mais elevado. E como a maioria das nossas lideranças está marcada pelo novo riquismo, o resultado é este.
Vale a pena revisitar o discurso do Presidente da República na sua Mensagem de Ano Novo para 2008 sobre esta matéria:
E vale a pena ler o editorial de Luísa Bessa.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Quanto ganham os executivos... nos EUA
Os salários dos 200 presidentes das maiores empresas norte-americanas cotadas em bolsa. Vistos à lupa e comparados com o comportamento das acções.
Em Portugal ainda vai havendo quem considere que é curiosidade próxima da fofoquice.
Em Portugal ainda vai havendo quem considere que é curiosidade próxima da fofoquice.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Os salários dos gestores
Os salários dos nossos gestores.
De acordo com a Mercer o valor da mediana para os presidente das empresas é de 482.043 euros (ou seja, 50% dos presidentes de empresas ganham no máximo esse valor).Depois do discurso de Ano Novo do Presidente da República:
"(...)Sem pôr em causa o princípio da valorização do mérito e a necessidade de captar os melhores talentos, interrogo-me sobre se os rendimentos auferidos por altos dirigentes de empresas não serão, muitas vezes, injustificados e desproporcionados, face aos salários médios dos seus trabalhadores.(...).
É oportuno debater um assunto que foi durante 2007 também um tema nos Estados Unidos. O problema não está apenas no BCP.Confesso que não sei se é alto ou baixo, o que se paga aos gestores. Tudo depende do valor que criam ou criaram.
De acordo com a Mercer o valor da mediana para os presidente das empresas é de 482.043 euros (ou seja, 50% dos presidentes de empresas ganham no máximo esse valor).Depois do discurso de Ano Novo do Presidente da República:
"(...)Sem pôr em causa o princípio da valorização do mérito e a necessidade de captar os melhores talentos, interrogo-me sobre se os rendimentos auferidos por altos dirigentes de empresas não serão, muitas vezes, injustificados e desproporcionados, face aos salários médios dos seus trabalhadores.(...).
É oportuno debater um assunto que foi durante 2007 também um tema nos Estados Unidos. O problema não está apenas no BCP.Confesso que não sei se é alto ou baixo, o que se paga aos gestores. Tudo depende do valor que criam ou criaram.
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