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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ainda na Economist, os líderes fragilizados

@Economist Peter Schrank
Líderes cansados, sociedades em mudança e crises que parecem eternas. Vale a pena ler pelo que se diz das tendências das sociedades actuais - os partidos de massas acabaram -, pelos vários factores identificados como fragilizadores da União - por exemplo, o tempo, demasiado, que estão no poder - e especialmente pelo olhar sobre as mudanças no eleitorado - os partidos de massas acabaram, diz-se.
E finalmente pela fantástica síntese final:
"If Mr Sarkozy were less mercurial, Mrs Merkel less prone to panic, Mr Zapatero more convincing and Mr Berlusconi less of a buffoon, Europe would be less handicapped."

quarta-feira, 28 de abril de 2010

No Parlamento detectam-se mentiras

Enquanto o país se vê a caminhar para uma crise cada vez mais grave no Parlamento detectam-se mentiras.

Se o tempo fosse para brincadeiras sugeria que se oferecesse um daqueles detectore de mentiras ou se contratasse uma daquelas persongens de uma das séries televisas que por aí anda que detectam mentiras.

Claro que estas avaliações são sempre classificadas como "populistas", perigosas pela fragilização que significam para a democracia.
Vale a pena registar que uma critica mesmo sendo populista vale pelo sue conteúdo.

Se nos contassem que um país, alvo de uma onda de descredebilização financeira que o pode lançar para uma gravissima recessão, tem uma parte dos seus deputados a analisar à lupa se o primeiro-ministro sabia ou não sabia de um negócio que uma empresa não fez, onde diriíamos que seria esse país?

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Cortar a língua ao mensageiro...

... nunca resolveu problema nenhum. Criou problemas maiores, como aliás diz Fisher Sá Nogueira

A intervenção final do discurso de tomada de posse do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, defendendo a criação de um "órgão com poderes disciplinares efectivos" para os jornalistas assim como o ataque - mais do que criticas - que fez aos media acabam por dar razão a quem critica o funcionamento da Justiça.

Como António Barreto que se pode ler e ouvir aqui e aqui

Posso concordar com parte do diagnóstico que Noronha do Nascimento faz. Por exemplo, quando se refere aos efeitos perniciosos da concorrência num tempo em que o quadro em que se movia o negócio dos media está a mudar sem que ninguém saiba bem em que sentido (veja-se o debate aceso nos Estados Unidos e ainda a reflexão que ali se faz sobre as ameaças aos direitos dos cidaãos e sobre a liberdade da informação.

Não posso concordar com a solução. Nos media, tal como noutros universos da vida portuguesa, não é por falta de entidades reguladoras que não se cumprem as regras e as leis. O sector dos media, bem pelo contrário, está bastante policiado. O problema é mais vasto.

Mas se o problema é a violação da lei, a quem cabe fazer cumprir a lei? A resposta a esta pergunta que acaba por nos levar a concluir que o ataque aos media de Noronha do Nascimento acaba por ser um ataque à Justiça.

Declaração de interesses: Sou jornalista. Como jornalista, profissionalmente obrigada e treinada para o distanciamento na descrição e análise dos factos, fiz aqui também esse esforço e com cuidados redobrados.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Paula Teixeira da Cruz e os 99 anos da República

"Os tribunais - a justiça - como a comunicação social, a liberdade de expressão, são sempre alvos prioritários de tentativa de controlo e de empobrecimento dos valores da República”

"É fácil uma democracia perder a qualidade e deixar de o ser. E há muitas formas de condicionar a Liberdade, até a perder”

"Há muito se vêm detectando derivas perigosas e desvios preocupantes”,

A responsabilidade, o trabalho e a exigência ética, que deveriam amparar a qualificação da democracia reivindicada, foram sendo abandonados e substituídos pela lógica do enriquecimento fácil (...) e pela ideia de que os fins justificam os meios, com particular crueza em sectores como a política e a economia

Da intervenção da presidente da Assembleia Municipal da Câmara de Lisboa Paula Teixeira da Cruz.

A dinâmica actual da nossa realidade política e económica é, lamentavelmente, esta, que Paula Teixeira da Cruz tão bem descreveu.

Poucos querem ver. A maioria prefere olhar para o que se vem passando como um jogo lúdico. Aplaude-se quem ganha sem olhar aos meios que usou, sem olhar ao conteúdo e ao significado dessa vitória.

domingo, 7 de dezembro de 2008

BPN e Casa Pia

Marcele Rebelo de Sousa hoje na RTP,
- Para exemplificar que o caso BPN nada tinha a ver com a actual liderança do PSD usa como comparação o caso Casa Pia (que, subentendeu-se, nada tinha a ver com a então liderança do PS)

Muito interessante.

A decisão de nacionalizar o BPN tem ainda um "racional" com falhas.
A proposta de Miguel Cadilhe - em que os esforço de recuperação do banco era partilhado entre o Estado e os accionistas - foi rejeitado sem qualquer negociação. (A remuneração oferecida ao Estado poderia ter sido negociada)

Sairia mais barato aos contribuintes portugueses.
Um dos contra-argumentos que me apresentam é: se os accionistas não tiveram dinheiro para a segunda tranche do aumento de capital que garantias existiriam de que tinham dinheiro para o novo plano. O pior é que os accionistas dizem que não aumentaram o capital porque já se sabia que o Governo ia decidir pela nacionalização.

Enfim. Esperemos que Marcelo não tenha razão. Viveremos infinitamente em efeito ricochete - saltando de casos em casos - com pouca Justiça.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O presidente, a política e os jovens

O Presidente da República reuniu-se hoje com dirigentes de associações de jovens para promover o debate sobre juventude e a política, na sequência do seu discurso no 25 de Abril deste ano.

Ouvi pela manhã alguns destes jovens dirigentes e, obviamente, compreendi o desinteresse dos jovens. Não existia qualquer diferença entre o que diziam e o que dizem os partidos com os adultos.

Na relação académica que tenho com os jovens - têm em torno dos 20 anos - é com grande dificuldade que combato a ideia generalizada típica de conversa de café de que os políticos são péssimos - e mais não digo porque todos adivinham os lugares comuns.

Hoje os jovens preferem pertencer a movimentos cívicos - muito mais que os adultos - a integrarem partidos políticos. Aí, nos partidos, em regra encontramos pessoas que reflectem pouco, têm poucas convicções... Apenas pensam em tácticas com o objectivo único de progredirem na vida - os dos partidos do poder. Os que não têm ambições de poder criticam tudo. Obviamente com algumas honrosas excepções.

Mudar isto não é fácil. Porque tudo está contaminado pelos partidos. Infelizmente.