sábado, 10 de julho de 2010

O BCP como instrumento

Nenhum banco pode neste momento dizer que nada em liquidez - todos andam a titularizar para irem ao BCE. Mas os rumores - desta vez com uma violência invulgar - só envolvem o BCP. De tal maneira que o banco teve de comunicar sobre boatos:

Há algum tempo que o BCP está a ser atacado com boatos. Ondas que vêm e vão, incapazes até hoje de gerarem uma notícia - é factualmente falso que o BCP esteja em dificuldades diferentes das dos seus parceiros. Mais: o banco anunciou esta semana que passou vias alternativas de financiamento.

Mas, quem andou a alimentar a boataria conseguiu gerar a onda gigante que desejava e transformar o rumor em notícia.
É preciso fazer a pergunta: Quem ganha com a instabilidade e a ameaça destes rumores e boatos?


»Hipótese 1: Quem quer esconder as suas próprias fragilidades (vêm aí os testes de stress);
»Hipótese II: Quem quer criar um terramoto financeiro em Portugal para capitalizar politicamente como salvador.


Cheira demasiado a vontade de mudar o regime. Passámos da habitual criação de uma onda de insegurança física, - que precede os períodos de fragilidade política lembram-se? -, para a amplificação da insegurança financeira onde o terrendo anda mais fértil.
 
Temos aprendido que vale tudo, que alguns achams que os seus fins justificam todos meios. Mas o que se está a passar é de uma irresponsabilidade sem qualificação. Quem quer que seja está a brincar com o fogo.

3 comentários:

commonsense disse...

Seria fundamental que o Banco de Portugal publicasse regularmente os nívesi de solvência de todos os Bancos. Os portugueses têm o direito de não terem mais surpresas tipo BPN ou BPP. O BCP e o BES são solventes? Muito, pouco ou nada?

Anónimo disse...

de facto essas noticias só vêm dar algum lucro a quem queira gerar a confusão, para poder exurcisar os seus problemas esses sim graves...desviando desta forma as antenções e criando instabilidade financeira e emocional aos particulares que têm as suas poucas economias em segurança...procurem o responsavel desses boatos e derrubem-nos...

(c) maioria quase silenciosa: Pedro Almeida Sande disse...

Um dos valores centrais da revolução Francesa, a fraternidade, foi, no entanto, um dos valores mais esquecidos durante a época industrial.
Vem isto a propósito da boataria infamante que pesa sobre a banca, nesta sociedade perigosa e frágil, mundializada e manipulável de informação, já oraculizada por Adriano Moreia - vide os sinais, diria ele! - sujeita a ataques diários, de short sellings, por parte de gente capaz de manipular a egoístico proveito próprio a vida de todos e incapaz de qualquer traço de solidária fraternidade.
Educar para a solidariedade, é pois um imperativo de sobrevivência da humanidade.