domingo, 16 de março de 2008

O Bear... e o pouco mercado

A Reserva Federal abriu uma caixa de Pandora ao aprovar a "salvação" do Bear Stearns, uma instituição não bancária. Obviamente que agora muitos outros querem e um grupo de financiadores está a questionar a legalidade da iniciativa da Fed uma vez que o Bear é, na prática, uma sociedade corretora.
O apoio ao Bear foi aprovado na sexta-feira de manhã correspondendo a um empréstimo a 28 dias concretizado pela Fed através da JP Morgan que hoje começava a ser apresentada como potencial compradora da corretora com 85 anos de idade que, como dizem os analistas, resistiu à Grande Depressão e à segunda Guerra Mundial mas não aguentou a sub-prime.
A intervenção da Fed está a ser muito criticada mas o secretário de Estado do Tesouro já veio em sua defesa, considerando que a actuação foi correcta. O argumento é: receio de que as dificuldades do Bear se contagiassem a outras instituições.

Vai ser preciso reflectir sobre o que é afinal o mercado... mais para uns que para outros.

4 comentários:

Nuno disse...

Não deixa de ser irónico assistir no mercado mais liberal do mundo, onde a regulação e o intervencionismo estatal são piores que a peste, a uma especie de nacionalização de prejuizos causados por esses excessos "liberais". Terão aprendido?

http://www.nytimes.com/2008/03/17/opinion/17krugman.html?_r=2&hp&oref=slogin&oref=slogin

Diogo disse...

Caro Nuno, o mercado tem as suas razões.

Pedro Javier Mazzoni disse...

Boa noite,

O que eu achei mais curioso nesta trapalhada toda foi o comunicado, de dia 10, do Bear Stearns onde se podia ler “(...) there is absolutely no truth to the rumors of liquidity problems that circulated today in the market.”.
Acho também curioso a cumplicidade que os bancos centrais teimam em mostrar com este tipo de situações.
Mas entendo pouquinho destas coisas.

Vasco Oliveira disse...

Pois é meus caros, é mercado, livre iniciativa, blá, blá, blá...mas quando as coisas não correm bem com a tal economia "livre", lá aparece o Estado ajudar. É pena que só o faça com aqueles que mais defendem a liberdade do mercado,estranho?!