segunda-feira, 30 de junho de 2008

Mercados em fase única

"As turbulências actuais nas principais praças financeiras não têm precedentes no período do pós-guerra".
Afirma o Banco Internacional de Pagamentos (BIS) no relatório anual.

domingo, 29 de junho de 2008

Ricos mais ricos

O número de milionários aumentou 6% em 2007 devido aos países emergentes como Índia, China, Brasil e Rússia. Existem 10,1 milhões de pessoas que se podem considerar milionárias, ou seja, com activos superiores a um milhão de dólares excluindo as casas.

Estimativas do World Wealth Report da Merrill Lynch com uma visão também em gráficos.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Trabalhar para o 'ranking'

O Governo assinou hoje o acordo com os parceiros sociais para mudar o Código de Trabalho. De fora ficou a CGTP.

"Se estas propostas forem promulgadas, significarão um importante progresso" para a economia e para o mercado de trabalho portugueses, disse de manhã Angel Curria secretário geral da OCDE durante a apresentação do relatório da organização sobre Portugal.

Estas mudanças, percebemos, vão melhorar a posição de Portugal no 'ranking' que a OCDE constrói sobre o grau de rigidez do mercado de trabalho português.
Vamos ver se de facto torna o mercado de trabalho mais flexível.

Alertas de emprego ...há demasiado tempo

A OCDE alerta para a necessidade de flexibilizar o mercado de trabalho em Portugal, leia-se, facilitar o despedimento. O aviso, que já é antigo, é agora suportado pela degradação do mercado de trabalho.

O Governo está prestes a assinar um acordo de revisão do Código do Trabalho com os parceiros sociais, deixando como habitualmente de fora a CGTP. Desistiu a possibilidade de despedimento por inadaptação funcional - uma das saídas minimalistas para facilitar o despedimento.

Não sei se facilitar o despedimento iria melhorar o mercado de trabalho - criar mais emprego, reduzir o emprego dito precário, diminuir o desemprego e até melhorar a produtividade.
Mas valia a pena facilitar o despedimento nem que seja para acabar com este debate - os empresários justificam os seus fracassos com a dificuldade em despedir.

Confesso que não sei porque não se vai pela via mais fácil: liberdade de despedir pagando. O preço seria tanto mais elevado quanto menos o despedimento estivesse relacionado com as exigências da actividade, ou seja, com inadaptação do trabalhador ou redução de actividade da empresa.

Protestos agrícolas

A CAP afinal reentrou na concertação social.

O grande erro do ministro da Agricultura pode ter sido ter dito o que mais próximo está da verdade.

O sector agrícola português é de facto marcado ou por grandes proprietários conservadores ou por proprietários ou não de esquerda.

Mais grave do classificar os agricultores por grupos é assistir ao descaramento dos pedidos de apoios financeiros. Quem pensam que os paga? Nós, os contribuintes. Vale a pena que façam primeiro as contas sobre quanto custam os apoios que pedem e que benefícios tiram a totalidade dos contribuintes por lhes entregar esse dinheiro.

O descaramento ainda é maior quando os preços de boa parte dos produtos agrícolas estão em acentuada alta, mais do que compensando a subida dos combustíveis nos custos.

É verdade que a União habituou mal os agricultores. É tempo de acabar com isso.
Ou temos de pedir, nós contribuintes, que quando tiverem lucros devolvam o que lhes demos em tempos difíceis.

Hoje há mais um protesto.

domingo, 22 de junho de 2008

Batatas e luz

Um dos argumentos que me apresentaram para a proposta da ERSE - tão favorável à EDP e que em linguagem mais acessível se pode ver aqui - reside no facto da eléctrica registar prejuízos no segmento de negócio da distribuição.

Consultando as contas de 2007 confirmo que, em Portugal, a componente de comercialização registou um prejuízo operacional de 24,1 milhões de euros. O Grupo EDP obteve um lucro operacional de 1.560,3 milhões de euros.

Devo estar a compreender mal. Mas imagine-se que um produtor e vendedor de batatas criava duas empresas, uma para produzir outra para vender. Quando vendia as batatas a si próprio apurava um bom lucro, quando vendia ao consumidor tinha prejuízo. A causa não estará na margem que obtém na venda da batata a si próprio?
Ah, sim, é que tem de respeitar os preços internacionais da batata...Enfim, racionalidades de monopólios.

Sobre a comercialização leio ainda que a EDP está a captar clientes:

"(..) Em Portugal, o aumento em 19% dos fornecimentos e serviços externos deve-se aos custos com marketing para a captação de novos clientes. No entanto, é de realçar a diminuição dos custos com pessoal em 17% suportada essencialmente pela diminuição do número
de colaboradores."