quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Draghi sobre a crise no euro

Vale a pena ler o que o presidente do BCE escreveu sobre a situação que se vive no euro.
Aqui o artigo da Eva Gaspar sobre o que escreveu Mario Draghi.
E aqui a versão em inglês do artogo publicado no Die Zeit: "The future of the euro: stability through change".
 

4 comentários:

Paulo Monteiro Rosa disse...

Um caso concreto para ilustrar um comentário sobre as palavras de Draghi:

A saída da Grécia do euro é um dado adquirido para alguns investidores e uma incerteza para outros, mas a situação é tudo menos previsível. A saída da Grécia do euro pode estar já acomodada pelos bancos e pelo sistema financeiro europeu, mas a concretização desta possibilidade será sempre uma novidade, um precedente, uma brecha na União Monetária. Provavelmente, a Alemanha fará quase tudo para que isso não aconteça… E por quase tudo entende-se tudo, com excepção da criação de moeda pelo BCE (Banco Central Europeu) sem suporte de produção. Mesmo aqui a Alemanha poderá abrir uma excepção e permitir uma flexibilização monetária, através da emissão de notas de banco ou criação de dinheiro electrónico (colocado digitalmente no passivo dos balanços dos bancos comerciais e no activo do BCE), ou o próprio BCE comprar directamente, em mercado primário, dívida pública espanhola e italiana para impedir que as respectivas yields passem acima, por exemplo, dos 4%. Mas esta excepção seria imperativamente temporária e numa situação limite, como uma forma de ganhar, "comprar" tempo até os países-membros da Zona Euro encontrarem uma forma política para ultrapassarem o problema. E antes desse último recurso, ainda existia a solução que passaria por poupança real como seja o Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF)...

Paulo Monteiro Rosa disse...

Bom dia Helena,

O mercado livre deve ser uma realidade. A desvirtuação do mercado pelas autoridades acarreta graves problemas no futuro. Autoridades como: Estado, autoridades monetárias...

O Estado deve deve apenas supervisionar para a concorrência funcionar. Mas 3 sectores precisam de atenção: Saúde, Educação e Justiça. Se o Estado subsidiar e manter a igualdade de oportunidades nas escolas privadas, a escola pública pode acabar. O mesmo para saúde...

As autoridades monetárias devem apenas supervisionar. Os bancos centrais devem verificar se existem irregularidades e deixar o resto ao mercado livre, às preferências temporais das pessoas. As taxas de juro não devem ser manipuladas pelo BCentral, mas devem aparecer como uma taxa entre a antecipação e o adiamento do consumo. Deixem o mercado decidir qual a taxa de juro.

Criar dinheiro sem qualquer suporte de produção sai caro. Vimos as últimas crises de 2000 dotcoms e 2008-? imboliário. A de 1929 tem a mesma génese, criação de dinheiro que não tem nada subjacente. É a origem de todas as crises...

Depois são sempre os menos ricos a pagar as crises e não beneficiam com expansões económicas. Por exemplo, nas dotcom os primeiros a entrar em 1995 ganharam dinheiro e os menos informados entraram já em 2000 e perderam o dinheiro.

Depois com a crise, os mais ricos e informados conseguiram asssegurar os seus bens, os outro viram-nos lapidados por uma deflação que foi e é sempre fruto do aumento da massa monetária antes através de políticas monetárias flexíveis. Porque a deflação é positiva e representa a democratização do consumo.

As taxas depois descem de 5% para 1% (FED), mais uma vez as autoridades monetárias que se devem confinar à supervisão, a manipularam a taxa de juro e os menos ricos foram outra vez prejudicados. Quem tinha mais informação comprou quando começou a expansão monetária e quando surgiu a inflação (monetária sempre, não conheço outra) venderam o que tinham comprado obtendo lucros fabulosos. Os que compraram em último, os menos informados, ainda ofuscados pela ilusão monetária, compraram os bens caros e ficaram com eles na mão e hoje valem 50% do que pagaram, muitas vezes casas para as pessoas morarem e não especularem...

O índice de Gini tende a aumentar na ocasião de crises. Ou seja a criação de dinheiro do nada pelo Banco Central para financiar os interesses dos Estados, acaba sempre em crises e acabam sempre por prejudicar os menos ricos... Mas logo aparece o Estado a dizer que vai fazer tudo para proteger os mais desfavorecidos. Aquele que causou o problema, vem agora tentar resolvê-lo. Realmente deveria ser ele a resolvê-lo, porque quem "estraga velho paga novo", mas o problema é que a receita para resolver a crise é precisamente a que nos trouxe à crise (criação de dinheiro e Estado a gastar mais). Empurrar o problema com a barriga e a endossá-lo para os vindouros. Mas como no "longo prazo estamos todos mortos" como dizia o irresponsável Keynes, está tudo dito... Não podemos apagar um incêndio com gasolina. Não podemos resolver a crise com a criação de dinheiro que foi o que nos trouxe até ela. Só há uma solução para resolver a crise: Cortar na despesa pública. E se possível aliviar quanto antes a carga fiscal... Simples.

É sempre preferível um crescimento salutar em detrimento de um crescimento que altera todas as variáveis, como preferência temporal para o consumo, com desajustes na poupança real (devido à manipulação da taxa de juro), inflação, que pode no curto prazo trazer crescimento que não passa de ilusório e que se traduzirá em grande volatilidade... Com altos e baixos.


Cumprimentos,
PMR

Paulo Monteiro Rosa disse...

Forrobodó do dinheiro fácil e "falso". A impressão de dinheiro sem qualquer suporte de produção, sem nada subjacente é dinheiro "falso", porque não poderemos comprar mais coisas com mais dinheiro. Em termos nominais há mais dinheiro, mas em termos reais mantém-se tudo igual.

Logo a minha referência de que o dinheiro só é verdadeiro, porque é realizado e fabricado por alguém que tem o monopólio legal, dado pelas autoridades de um país para o poder fazer. Os Bancos centrais recebem esse mandato. Mas em termos financeiros e económicos esse dinheiro é "falso", apenas tem curso legal porque leva a chancela do banco central que está habilitado para isso.

campaigns disse...

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