domingo, 30 de novembro de 2008






A foto de um dos terroristas que atacou a estação de caminhos de ferro tirada por Sebastian D'Souza do Mumbai Mirror.

Azam Amir Kasav, com 21 anos, sobreviveu. A história contada no Mumbai Mirror

E o que conta o repórter fotográfico Sebastian D'Souza aqui

O cidadão jornalista em Mumbai

O jornalismo do cidadão comum no seu expoente máximo nos ataques em Mumbai.
Com as suas virtudes:

O mesmo jornalismo participativo e os problemas que coloca como fonte de informação:

Actualização: acrescento o post de António Granado

sábado, 29 de novembro de 2008

Demasiado grande...



"(...) Se há empresas privadas demasiado grandes para irem à falência, como os próprios estados, das duas uma: o problema está ou em serem demasiado grandes ou em serem privadas."
José M. Castro Caldas
Em Portugal nem o BPN nem o BPP eram demasiado grandes.
O que amplia ainda mais esta questão.
Se queremos banca privada - não pelo simples querer, mas porque se conclui que melhora a eficiência - a supervisão e a ordem financeira mundial tem de mudar muito.

O custo de salvar o BPP

O Governo afirma, revela o Expresso, que salvou o BPP para evitar:
  • um efeito negativo na imagem externa de Portugal
  • um efeito negativo na confiança dos portugueses no sistema financeiro.

O Governo deu mais peso a estes factores. Tem dados que nós não temos, nomeadamente o endividamento do BPP ao exterior e os efeitos que a sua falência poderia ter nos compromissos dos outros bancos perante o exterior.

Portugal é um país endividado face ao exterior - só este ano precisamos de um financiamento equivalente 10% do PIB, o equivalente a 47 milhões de euros por dia.

Criar factores de desconfiança na capacidade do país - leia-se, banca - pagar as suas dívidas poderia ser fatal para toda a banca. O problema é que o ministro das Finanças disse ao Negócios que o BPP não tinha risco sistémico. Afinal parece que tem.

Foi esse risco que parece - ainda ninguém o disse oficialmente - terá levado o Governo a salvar o BPP.

Foi esse risco que transformou o BPP num bem público e permitiu que os accionistas olhassem para o problema como mais dos outros - portugueses - que deles. De qualquer forma, os veículos onde têm o seu dinheiro investido está em perda e muito provavelmente não seriam afectados pelo queda da parte bancária do banco. Tudo isto se compreende, tudo isto é racional.

Mas há outras racionalidades. Há um gravíssimo efeito perverso em tudo isto, sintetizado também hoje em parte no artigo de Miguel Sousa Tavares:

"Se você é grande accionista do BPN ou do BPP e deve 500 ou 750 milhões de euros, não se preocupe que tudo será feito para acorrer em seu auxílio. Nos anos bons cobram-lhe não mais de 15% efectivos sobre os seus extraordinários lucros (...), nos anos maus acodem-lhe aos prejuízos. Mas se você tem o azar de ser tributado apenas no IRS pelo seu trabalho, facilmente lhe levam 42% dos seus rendimentos e começam a debitar juros no primeiro dia de incumprimento" Miguel Sousa Tavares, Expresso 29 de Novembro de 2008

E isto é o mínimo que se pode dizer sobre os efeitos perversos da história de salvação dos bancos que está a decorrer em Portugal.

Já tinha defendido aqui que o BPP era um caso diferente do BPN. É pena que os seus accionistas não tenham estado disponíveis para resolver o problema de liquidez do banco.

Mumbai

ABC News

Mumbai



sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O Orçamento de 2009 aprovado

O Orçamento mais afastado da realidade de que pode existir memória foi hoje aprovado na Assembleia da República.

É pena que não se tivesse feito um esforço - ou não tivesse havido tempo - para ajustar o documento a uma realidade e para uma previsão que mudaram muito deste Outubro.

Um Orçamento com um pé fora da realidade.