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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O Orçamento de 2009 aprovado

O Orçamento mais afastado da realidade de que pode existir memória foi hoje aprovado na Assembleia da República.

É pena que não se tivesse feito um esforço - ou não tivesse havido tempo - para ajustar o documento a uma realidade e para uma previsão que mudaram muito deste Outubro.

Um Orçamento com um pé fora da realidade.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Quem me dera...

... Ter comprado uma casa que não podia pagar
... Ter pedido ainda mais dinheiro emprestado por conta da casa para comprar carro, mobilar a casa e fazer as férias de sonho
... Ter emprestado a quem não podia pagar, se fosse banqueiro
....Ter emprestado 100% do valor da casa para que pudessem comprar também o carro e mobilar a casa, se fosse banqueiro

Hoje estaria o Estado a premiar a minha irresponsabilidade com os impostos que todos pagam.

(Sim, é um post agressivo. Mais triste que agressivo...Porque não se está a medir a grave dimensão dos incentivos perversos que se estão a construir só porque não se quer expor as dificuldades efectivas da banca).

O sistema financeiro tem de ser ajudado com o dinheiro que for necessário. O impacto de não o ajudar é muitíssimo mais grave para todos nós.
Mas é preciso desenhar apoios que evitem seriamente incentivos perversos. O Fundo de Arrendamento, consagrado no OE 2009, não respeita esse princípio.
Sofre de graves incentivos perversos para a banca e para as famílias. A factura chegará no futuro. Com mais irresponsabilidade...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Metodologias e Orçamento

O Público, num trabalho de Sérgio Aníbal revela o efeito dos presentes do Governo no Orçamento: um aumento da despesa pública acima do crescimento do PIB, invertendo-se a tendência do passado.

A política orçamental deve ser anti-cíclica - e esta está a ser.

A critica não é a subida da despesa - é preocupante porque ainda era e é elevada para os serviços que o Estado presta e é preciso ter cuidado com estes expansionismos.

A critica é para a lamentável alteração da metodologia que exigiu um paciente trabalho de Sérgio Aníbal para fazer as comparações com 2009.
Porque contrariamente ao que acontece há vários anos - diria décadas - o Ministério das Finanças não publicou este ano os quadros da despesa e receita do Sector Público Administrativo por sub-sectores na óptica da contabilidade pública e nacional nem alertou que os grandes agregados que construiu não são comparáveis. Lamentável.

Não discuto a metodologia. Mas quando se alteram metodologias devem-se colocar os alertas nos quadros em que essas mudanças tiveram efeitos dizendo que os números não são comparáveis.
E continuo sem compreender porque não divulga o Ministério das Finanças os habituais quadros.

Eleições e Orçamento

Olhar para as políticas e ciclos económicas e os ciclos políticos é sempre muito interessante.

Só conheço um trabalho para Portugal de Manuel Agria em que confronta as despesas de investimento com os calendários eleitorais - lá seguem o padrão esperado, aumentam os investimentos quando se aproximam as eleições.

Outros trabalhos internacionais - não me recordo exactamente das referências - mostram que a decisão do eleitor tem um racional - a sedução não pode ser feita nem muito perto das eleições (demasiado descarada?) nem muito afastada (a memória é curta) para que o voto vá para quem usou as políticas económicas para ganhar as eleições.

O PS pode ter a sua vitória eleitoral assegurada por causa da crise - é cedo para o dizer porque, apesar da longa lista de presentes no Orçamento a crise económica chegará aos nossos bolsos com gravidade já em 2009 - já o eleitor se pode ter esquecido destas ofertas - e a violência da crise pode ser tal que a decisão de votar acabe por ser uma decisão de castigar.

Se as eleições fossem no início do ano de 2009 dificilmente o PS perderia o poder. A crise, neste momento parece que salvou o Governo. Vamos no fim de 2009.

A crise não salvou os Republicanos de George W. Bush

Mas a crise pode ter salvo Gordon Brown - menos mediático que Tony Blair, Browm identificou bem o problema - um dos maiores segredos para encontrar as soluções.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Um Orçamento de fartura... Para quem a factura?

A proposta de lei do Orçamento do Estado para 2009 distribui benefícios por todos.
Até os funcionários públicos vão ter, no mínimo, um aumento salarial de 2,9%, o maior da década.

Como é possível? Quem paga?
Como não tivémos ainda acesso ao Relatório do Orçamento é difícil de compreender. Só s epode ler a proposta de lei.
Para já acabou a mensagem da redução do défice.
A crise casou com eleições.

Um desabafo:
Mais um Orçamento, mais um dia de loucura nos jornais.
Os governos sabem que todos os anos têm de fazer o Orçamento para entregar até 15 de Outubro à Assembleia da República. E todos os anos se atrasam. E todos os anos há incidentes de última hora. Enfim... pouco muda. Mesmo com "pen" e muitos computadores.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Fome que dá em fartura

Hoje é dia de entrega da proposta de Orçamento do Estado para 2009.
Com a informação que já existe parece que vamos estar perante um Orçamento historicamente expansionista. Ver em Negócios

No segundo dia após a o fim de semana de Washington e Paris as bolsas continuam bastante animadas e mais importante ainda as taxas de juro Euribor e Libor caem significativamente.

Fomes e farturas...