A situação na Letónia complica-se. Há economistas a admitirem que poderemos estar perante um novo recrudescimento da crise recordando o que se passou com a crise no sudeste asiático: tudo começou com o baht tailandês.
O Leste Europeu sob a ameaça de uma crise ao estilo sudeste asiático
O BCE emprestou 3 mil milhões de euros ao banco central da Suécia para reforçar a sua capacidade de ajudar os bancos privados que controlam os bancos nos países bálticos.
A Letónia é uma repetição da Argentina, diz Nouriel Roubini por causa da resistência em desvalorizar.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
Em Belém mantém-se a sensatez
O Presidente da República não promulgou as alterações à lei do financiamento dos partidos.
Aquela lei meio aprovada à socapa por todos os partidos e que apenas mereceu criticas de um deputado, o socialista António José Seguro.
Um dos argumento do Presidente é obviamente o mundo em que queriam ficar os partidos: um modelo de financiamento "tendencialmente público" como tinha aprovado anteriormente, e aumentar significativamente a possibilidade de doações privadas sem se saber quem dava o quê.
O mal que o financiamento dos partidos está a fazer às democracias recomendava que a classe política fosse mais sensata e procurasse solução mais adequadas para um tema destes, tão debatido no mundo.
Por vezes parece que o maior inimigo dos partidos e da democracia são os próprios políticos.
A actuação do Presidente da República tem sido determinante para limitar os danos que se estão a fazer ao regime.
Aquela lei meio aprovada à socapa por todos os partidos e que apenas mereceu criticas de um deputado, o socialista António José Seguro.
Um dos argumento do Presidente é obviamente o mundo em que queriam ficar os partidos: um modelo de financiamento "tendencialmente público" como tinha aprovado anteriormente, e aumentar significativamente a possibilidade de doações privadas sem se saber quem dava o quê.
O mal que o financiamento dos partidos está a fazer às democracias recomendava que a classe política fosse mais sensata e procurasse solução mais adequadas para um tema destes, tão debatido no mundo.
Por vezes parece que o maior inimigo dos partidos e da democracia são os próprios políticos.
A actuação do Presidente da República tem sido determinante para limitar os danos que se estão a fazer ao regime.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Constâncio e a irresponsabilidade dos políticos
Transformar Vítor Constâncio no culpado pelo que a banca fez é de uma demagogia e cobardia inacreditável. Mais uma vez a classe política a fugir às suas responsabilidades.
Quem fez as leis que o Banco de Portugal cumpre? Tal como as leis que todos os reguladores do mundo ocidental cumpriam tal como os meios que os governos lhes davam.
Portugal tal como os países ocidentais seguiram a linha da desregulamentação. A linha da libertinagem, confundindo mercado com selvajaria. Todos foram cúmplices.
E o PSD e PP não estão isentos dessa responsabilidade de desregulamentação sem qualquer educação financeira.
A classe política, pelas opções que escolheu para resolver as falhas de mercado, é a principal e única responsável pelo que se passou. Foram os parlamentos e governos que criaram e viabilizaram o enquadramento jurídico que permitiu que acontecesse o que aconteceu.
Quem fez as leis que o Banco de Portugal cumpre? Tal como as leis que todos os reguladores do mundo ocidental cumpriam tal como os meios que os governos lhes davam.
Portugal tal como os países ocidentais seguiram a linha da desregulamentação. A linha da libertinagem, confundindo mercado com selvajaria. Todos foram cúmplices.
E o PSD e PP não estão isentos dessa responsabilidade de desregulamentação sem qualquer educação financeira.
A classe política, pelas opções que escolheu para resolver as falhas de mercado, é a principal e única responsável pelo que se passou. Foram os parlamentos e governos que criaram e viabilizaram o enquadramento jurídico que permitiu que acontecesse o que aconteceu.
Crise e escolhas
O que pode significar a Europa virar ainda mais à direita com o que todos dizem ser uma crise do capitalismo?
quarta-feira, 3 de junho de 2009
O BCE, a inflação e a crise
As criticas de Angela Merkel ao BCE - que se prepara para concretizar a compra de 'covered bonds' para influenciar as taxas de juro de longo prazo - são bem vistas pelo FT como a violação de uma regra que a Alemanha impôs de alguma forma a todos os parceiros do Euro.
Os franceses foram sempre os campeões das criticas ao BCE - porque, na sua visão, a política monetária era demasiado restritiva.
Os alemães falam agora porque, na sua visão, a política monetária é demasiado expansionista.
A Alemanha é obcecada com a inflação. As eleições impõem o ataque ao BCE. Por este ter entrado, ainda que de forma tímida, pela via das "medidas não convencionais" de combate à crise como já fizeram os seus parceiros da Reserva Federal e do Banco de Inglaterra.
Se a inflação estiver aí a chegar - a zona euro terá de escolher entre ir com a onda de inflação dos Estados Unidos ou viver mais tempo em recessão ou mesmo deflação por causa da valorização do euro - provocada pela busca de protecção por parte dos investidores.
O mundo é mesmo global - para o que se acha bem e para o que se acha mal. E é global com uma potência - América/dólar.
No início dos anos 90 a Alemanha lançou a Europa na recessão porque o efeito inflacionista da unificação alemã (com o marco a um por um) foi paga com taxas de juro mais elevadas.
Nesta crise não consegue impôr a sua preferência de "antes crise e desemprego que inflação".
Os americanos escolheram inflação e é isso que se vai ter - caso a economia comece a recuperar a curto prazo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)