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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Andaremos todos loucos?

UK inflation jumps 1,5% from five-year low

quando vemos nos dados históricos que o Reino Unido continua sob ameaça de deflação.

O preconceito que os mercados financeiros andam a gerar na análise económica

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O BCE, a inflação e a crise

As criticas de Angela Merkel ao BCE - que se prepara para concretizar a compra de 'covered bonds' para influenciar as taxas de juro de longo prazo - são bem vistas pelo FT como a violação de uma regra que a Alemanha impôs de alguma forma a todos os parceiros do Euro.
Os franceses foram sempre os campeões das criticas ao BCE - porque, na sua visão, a política monetária era demasiado restritiva.
Os alemães falam agora porque, na sua visão, a política monetária é demasiado expansionista.
A Alemanha é obcecada com a inflação. As eleições impõem o ataque ao BCE. Por este ter entrado, ainda que de forma tímida, pela via das "medidas não convencionais" de combate à crise como já fizeram os seus parceiros da Reserva Federal e do Banco de Inglaterra.
Se a inflação estiver aí a chegar - a zona euro terá de escolher entre ir com a onda de inflação dos Estados Unidos ou viver mais tempo em recessão ou mesmo deflação por causa da valorização do euro - provocada pela busca de protecção por parte dos investidores.
O mundo é mesmo global - para o que se acha bem e para o que se acha mal. E é global com uma potência - América/dólar.
No início dos anos 90 a Alemanha lançou a Europa na recessão porque o efeito inflacionista da unificação alemã (com o marco a um por um) foi paga com taxas de juro mais elevadas.
Nesta crise não consegue impôr a sua preferência de "antes crise e desemprego que inflação".
Os americanos escolheram inflação e é isso que se vai ter - caso a economia comece a recuperar a curto prazo.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Porque concordo... inflação e queda de preços

Encontrei e depois perdi este post de João Pinto e Castro que quero registar aqui:

Baixa de inflação não é o mesmo que baixa dos preços.

O alerta é para os jornalistas, com a recomendação para editores e directores.

Tem toda a razão. Em causa própria, posso apenas dizer que sempre que é possível - e nem sempre é, pela voragem que é fazer a notícia - o alerta e a correcção é feita.

Este saber é especialmente importante na actual conjuntura. Vamos ter meses em que, de facto, vai haver queda de preços.

Como devemos escrever ou "dizer" a deflação?
Começo pelo que não deveríamos dizer:
"A inflação foi negativa" .... a evitar por todos os meios

Melhor, mais perceptível por todos é dizer:
Os preços caíram face ao mês anterior ou em relação ao ano passado
O cabaz do INE custa agora menos ...% que no mês passado e/ou ...% que há um ano.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Uma inflação assustadora

Notícias da crise

Mais um dia entre o preocupante e o actuante:

Preocupante: A rápida queda da taxa de inflação.
Prefiro dizer que a média de preços do cabaz dos que avalia a evolução dos preços vai registar em breve uma queda. Em Portugal é certo, em alguns países da União também.

Não é deflação. Ainda.
Mas há neste momento uma perigosa mistura que pode conduzir grandes economias como a Alemanha e os Estados Unidos para um processo deflacionista.
1. O abrandamento da economia...
2. ...reduz a inflação e no limite pode provocar queda de preços
3. ...que por sua vez aperta as margens das empresas e a produção
3. ... que por sua vez conduz a despedimentos,
4. ...que por sua vez provoca novas reduções do consumo
5. ... que por sua vez provoca novos abrandamento da economia,
6. ... que por sua vez leva a nova redução dos preços e a adiamento de consumos de quem tem dinheiro....
7. ....E regressamos a 3.

É a espiral deflacionista clássica

Agora junte-se ao Abrandamento da economia de 1. A instabilidade financeira geradora de incerteza e medo do futuro - quem não tem dinheiro - está desempregado não consome pelas razões óbvias e quem tem dinheiro não consome não só porque espera que os preços baixem mais mas também porque poupa mais que o habitual por medo do futuro.

Animador (mais ou menos) - A descida das taxas de juro
Depois da asneira que fez em meados do ano passado, o BCE está finalmente a perceber os riscos que enfrenta.