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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O desemprego visto pelo emprego


O desemprego que veio para ficar, o meu editorial de hoje que aborda o problema do desemprego na óptica do que aconteceu ao emprego durante os últimos cinco anos e em linha com O desemprego inevitável que escrevi em Junho do ano passado. E ainda a conversa com Manuel Acácio no Fórum da TSF de hoje que teve como tema  "O desemprego e o estado do país".

Eis os factos que podem ser vistos nos gráficos em baixo, com restrições de leitura pro ter havido uma ruptura na série do inquérito ao emprego em 2011:
1. A destruição de emprego concentrou-se nas baixas qualificações (até nove anos de escolaridade)
2. Durante os últimos cinco anos houve criação de emprego para qualificações superiores aos nove anos de escolaridade.

As possíveis consequências num quadro em que nem as políticas do Governo nem as pessoas mudam:
1. A taxa de desemprego vai manter-se elevada;
2. O crescimento da economia será medíocre, condicionado pela falta de qualificação.

O que pode moderar essa tendência:
1. Emigração de não qualificados;
2. Imigração de qualificados;
3. Políticas que qualificação profissional dos activos e mudança de política educativa para as novas gerações.

Comentário às medidas numa óptica de probabilidade de ocorrência:
A emigração e a imigração dependem de decisões individuais, sendo mais provável a sua ocorrência.
As políticas públicas para aumentar a qualificação exigem cooperação entre o Governo, os sindicatos e os patrões como revela este estudo da OCDE da autoria de Glenda Quintini. Uma cooperação que em Portugal se tem revelado impossível. 

Conclusão:
O que antecipo não é, infelizmente, positivo. Esperam-nos tempos de elevado desemprego e crescimento medíocre. Ou de políticas de mais do mesmo, ou seja, o regresso da construção e obras públicas que nos atirarão a prazo para uma nova crise.

Aqui deixo dois gráficos que têm como fonte o INE mas que devem ser olhados apenas como tendências face à ruptura da série em 2011

Fonte: INE, vários inquéritos aos emprego; * ruptura de série em 2011

 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Educação - a desgraça portuguesa

É impressionante como continuamos com níveis de educação tão baixos.

Os números são chocantes. Vejam nos quadros da síntese que a OCDE apresenta no Education at a Glance que acabou de ser divulgado.

(Para todos os países da OCDE continua a velha e irracional realidade - mulheres ganham menos que os homens com a mesma formação)

Vamos para a escola

Estudem economia, estatística, finanças e psicologia.

A recomendação de Gregory Mankiw para todos os estudantes que começam agora as suas escolhas de formação. Um artigo que recomendo vivamente, para quem é aluno e para quem sabe que tem de estudar toda a vida

quarta-feira, 17 de março de 2010

Exercícios saloios

Vi a parte final do Prós e Contras. Fiquei com pena de não ter acompanhado o debate desde o início especialmente quando vi Eduardo Lourenço e José Gil.

Acabei por por ficar extremamente incomodada ao ouvir o representante das novas gerações, Miguel Morgado, dizer que os amigos que tem a trabalhar no estrangeiro sentem "repugnância" por Portugal.

Nunca tal tinha ouvido, nem por cá nem por amigos ou entrevistas com quadro superiores que, por uma razão ou outra, trabalham fora de Portugal.

Começa a ser, no mínimo, desagradável, assistir a este renovado exercício nacional de saloíce e falta de mundo que se ilustram com a velha máxima "a galinha da vizinha é (sempre) melhor que a minha".

E desagradável pelo que revela de limitada sabedoria. Demasiada informação - a maioria limitada ao mundo que é mostrado nos rectângulos televisivos -, algum conhecimento e zero de sabedoria.

domingo, 9 de março de 2008

Professores

Dias de silêncio não desejado. Estou de regresso.
Impressionada com a manifestação de professores.
Mas espero que o primeiro-ministro não ceda. Estamos há tempo de mais à espera que a educação melhore.
Mesmo que o modelo de avaliação e o de gestão da escola tenha alguns problemas vale mais esses que nenhuns ou o que existia até agora.

Gostei de ver a ministra da Educação a afirmar que a sáída mais fácil é substituir ministros e recuar nas reformas.

Espero que José Sócrates pense o mesmo. Esta política pode custar-se a eleição ou a maioria em 2009.