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sexta-feira, 20 de julho de 2012

O lento regresso à superfície da economia

O interessante, para já, é a manutenção da trajectória de regresso à superfície da actividade económica - ou seja, de início do fim da recessão.
O maior e mais sério risco é que tudo isto esteja seriamente ameaçado por mais este violento abalo na Zona Euro agora com epicentro em Espanha.
Eis os indicadores coincidentes hoje divulgados pelo Banco de Portugal.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O mergulho da economia portuguesa

O Banco de Portugal divulgou hoje os Indicadores de Conjuntura. Os valores do indicador coincidente da actividade económica e do consumo privado - que têm acompanhado muito de perto o que se passa na economia - expõem um mergulho profundo da economia portuguesa. Vamos ver quão fundo será. Para já temos o facto de estarmos perante a mais grave recessão desde o 25 de Abril de 1974 com dados apenas até 2011:
A notícia:
Actividade económica e consumo privado caem para novos mínimos desde 1978

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Estatísticas e indicadores

Fonte: Banco de Portugal
Os números até Junho parecem ter sido menos maus que o esperado - no emprego e no PIB.
Os indicadores coincidentes do Banco de Portugal hoje divulgados e que se vêem no gráfico revelam que as surpresas agradáveis terão sido sol de pouca dura.
A dimensão do abalo depende mais da Europa - leia-se França e Alemanha - do que de Portugal.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Condenados a um crescimento medíocre

A dívida que acumulámos condena-nos a um crescimento medíocre, a instabilidade e desconfiança dos mercados financeiros inviabiliza aterragens suaves.
Há uma nova recessão à vista. O ânimo deste primeiro semestre vai desaparecer antes do fim do ano.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Zapatero e Sócrates, argumentos ibéricos

Veja as diferenças:

(...)Su idea de que la mayor crisis financiera tras el crac de 1929 se podía sortear con eslóganes y gesticulación propagandística hizo perder un tiempo precioso para que el país encarase en mejores condiciones una gravísima coyuntura económica (...).

O editorial do El Pais aprsenta argumentos que ouvimos também há algum tempo contra a abordagem que José Sócrates fez à crise em Portugal.

Zapatero e Sócrates tiveram a expectativa - que s epoderia ter confirmado - de que era possível fazer uma aterragem suave desta crise.
A Grécia obrigou todos os endividados a avançarem para uma aterragem brusca.

terça-feira, 18 de maio de 2010

A austeridade chegou para ficar

O primeiro-ministro em entrevista à RTP1:
"Se for necessário manter as medidas de austeridade até 2013, vamos fazê-lo"
Sócrates apelida declarações de Ulrich de "irresponsáveis e incendiárias"
PSD concordou com medidas "porque acha que é bom para o país"

A terrível restrição financeira

O presidente do BPI irritou-se com grande violência.
O que pode fazer um banqueiro irritar-se de tal maneira que pode até ameaçar o seu negócio? Tem de ser muito grave.

O muito grave, pode adivinhar-se, é a ausência de um discurso político que avise os portugueses para as dificuldades que vão enfrentar.

Mesmo que a economia cresça mais do que o esperado -como felizmente pode acontecer com a ajuda das exportações impulsionadas pela desvalorização do euro -, a restrição financeira é tão violenta que não permitirá que se cresça pelo consumo e pelo investimento.

Além disso, o país que sairá desta crise pode ser muito diferente em matéria de emprego. A taxa de desemprego atinge níveis historicamente elevados. O aumento da produtividade de que tanto o país precisa poderá criar muito pouco emprego. Esta pode ser a crise da reestruturação do tecido empresarial do país.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Crescimento surpresa, muito interessante

Conhecemos mesmo mal a nossa economia dita real.

PIB cresceu 1% no primeiro trimestre face ao quarto trimestre de 2009 (em cadeia) e 1,7% relativamente aos primeiros três meses de 2009 (homólogo).

O impressionante é o crescimento em cadeia de 1%.

O aumento homólogo tinha condições para ser elevado por razões aritméticas: a economia tinha ido ao fundo no primeiro trimestre de 2009. Bastava que se produzisse o mesmo que no quarto trimestre para o aumento homólogo se aproximar de 1%.

Há um país real que não fala em Estado e que está a trabalhar com resultados - uma das locomotivas deste crescimento é, do lado da oferta,  o sector industrial e, do lado da procura, as exportações. Interessante.

Esperemos que resista às novas medidas que vêm aí.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A (frágil) retoma


Tal como o INE, também o Banco de Portugal confirma que que a economia deixou de se afundar por causa do consumo privado.
O aumento do poder de compra, gerado com a acentuada descida das taxas de juro e queda do preço dos combustíveis permitiram esta recuperação do consumo - que pode mesmo ter aumentado em Julho.
A subida do poder de compra de quem está empregado superou a redução dos que perderam o emprego.
A curto prazo este poder de compra vai parcialmente desaparecer com a subida do preço dos combustíveis que se está já a verificar.
A subida das taxas de juro, com impacto nas famílias que compraram casa com crédito virá mais tarde.
A perspectiva de que o desemprego continue a aumentar, com uma nova vaga em Setembro, permite ainda antecipar que esta subida do poder de compra que está a alimentar a retoma seja insuficiente para compensar a quebra registada entre quem perdeu o emprego.
Os tempos e as dimensões m que se verificarem a subida dos combustíveis e das taxas de juro serão determinantes para evitar um novo afundamento da economia portuguesa.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Longo prazo - o desenvolvimento


A fonte é o último relatório das Nações Unidas.
Portugal foi o país do conjunto dos Quatro da Coesão que fez o maior progresso no desenvolvimento no período de 1980 a 2006 - boa parte concentrado entre os anos 80 e 2003, eras de Cavaco Silva e António Guterres.
Nos últimos anos voltou a registar algum, marginal, progresso.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Portugal a convergir



Os valores estão coligidos pela OCDE que aponta para uma quebra de 2,1% para o conjunto dos países da Organização, uma redução da actividade económica nunca vista desde que iniciou nos anos 60 as séries.

Nestas primeiras avaliações da evolução do PIB Portugal aparece como o menos castigado pela crise.
Ironicamente, o rendimento português poderá aproximar-se da média comunitária não porque subiu mas porque desceu menos que os seus parceiros.

Miguel Beleza, ex-ministro das Finanças e do Banco de Portugal, há muito que ironizava com essa possibilidade - que afinal parece que se vai confirmar.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

"O presidencialismo do primeiro-ministro"

... classificação de Adriano Moreira.

Um debate muito rico e interessante agora no "Prós e Contras"

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A grave crise em números

As previsões da Primavera da Comissão Europeia expõem a grave crise que vamos viver este ano - os números são muito preocupantes. E sabendo que as autoridades tentam ser moderadas nas fases baixas do ciclo, o que se antecipa é mais graves.

Aqui se podem ver as previsões num trabalho gráfico notável da Comissão.

Para a Zona Euro a previsão de queda do PIB é de 4% este ano.

O tempo é de enormes desafios.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Krugman. Espanha e... Portugal




Paul Krugman está na Europa e resolveu olhar para a economia espanhola.

Spanish doldrums assim se chama o seu post que termina dizendo que vai ser muito feio, o futuro da economia espanhola.

Olhando para os seus gráficos conclui-se de imediato que também poderiam ser, com pequenas diferenças, sobre Portugal.

Aqui está exactamente a mesma fotografia mas para Portugal:
  • custos unitários do trabalho a subirem mais que a zona euro, com a pequena vantagem de terem aumentado menos que em Espanha desde 2004
  • défice externo crescente e acima dos 10% do PIB.

Hoje o Negócios tem hoje uma entrevista com Teresa Ter-Minassian - a 'mulher sem rosto' do início dos anos 80 quando Portugal negociou o segundo plano de ajuda do FMI. E uma das suas preocupações é obviamente o elevadíssimo défice externo português aliado ao baixo crescimento.

A evolução dos custos unitários do trabalho e o défice externo permitem perceber melhor as razões que levam Silva Lopes a afirmar que terá de existir cortes nos salários e a criticar o aumento salarial da função pública deste ano.

A alternativa a este ajustamento - aceitar cortes nos salários nominais mais elevados - poderá ser um nível de desemprego nunca visto em Portugal.

"(...)this is going to be ugly.", diz Paul Krugman falando de Espanha.


quinta-feira, 12 de março de 2009

O défice externo...a grande ameaça portuguesa

Como apesar do fraquissimo crescimento económico o défice externo português se expandiu - a restrição financeira desapareceu com o euro, ficou a restrição económica que se paga com desemprego se as políticas públicas não adoptam - como não adoptaram - restrições à expansão do crédito/ endividamento.

É aquele significativo e acumulado défice externo que pode conduzir a uma subida muita acentuada do desemprego nesta crise.