quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Os custos unitários do trabalho, essa variável que pode enganar

Ainda a propósito da descida da TSU - proxy de desvalorização fiscal ou desvalorização interna vale a pena ler:
Eis uma parte da conclusões:

"We have argued that the recent debate about the need to reduce unit labour costs in the peripheral countries of the Eurozone is misguided. This is the consequence of using aggregate data to measure a variable that is only meaningful in physical terms. Indeed, aggregate unit labour costs are not just a weighted average of the firm’s unit labour costs. We have shown that aggregate unit labour costs can be interpreted as the product of the share of labour in output multiplied by the price deflator. The increase in aggregate unit labour costs observed across the Eurozone is the result of the increase in the second component, the deflator. In fact, except in Greece, labour shares have either remained stable since 1980, or declined.(...)"

A TSU e o FMI

A posição do FMI sobre a descida da TSU cria riscos adicionais à execução do plano de ajustamento que são necessários.
É isso mesmo que escrevo em A TSU e o FMI.
Vale ainda pena lei o que escreveu já
Miguel Frasquilho: A propósito da descida prevista da TSU
Mais incisivo João Galamba: Admirável mundo novo

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Estatísticas e indicadores

Fonte: Banco de Portugal
Os números até Junho parecem ter sido menos maus que o esperado - no emprego e no PIB.
Os indicadores coincidentes do Banco de Portugal hoje divulgados e que se vêem no gráfico revelam que as surpresas agradáveis terão sido sol de pouca dura.
A dimensão do abalo depende mais da Europa - leia-se França e Alemanha - do que de Portugal.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mais uma reunião - Sarkozy Merkel

A chanceler alemã vai reunir-se com o presidente francês na sexta-feira  para melhorarem o combate à crise.

Este foi o dia difícil da Société Genérale:

Fonte: Euronext


A loucura financeira

O regresso da loucura financeira sem que ninguém ainda saiba exactamente o que se está a passar.
O epicentro está a ser, desde ontem, a França, com os seus bancos arrastados para quedas históricas. Oficialmente tudo por causa de rumores que um dos principais alvos, a Société Générale desmente - entre eles uma notícia publicada domingo e desmentida ontem

A única informação com fonte está a ser dada pela Reuters: um banco asiático cortou a linha de crédito à banca francesa. Em Portugal os bancos estão igualmente a ser arrastados.

O principal índice bolsista francês (ver Euronext) está com uma volatilidade impressionante:



Outros acontecimentos do dia:
» BCE está a  intervir "de forma agressiva" no mercado secundário de obrigações de dívida pública pelo quinto dia consecutivo desde que no domingo anunciou que voltaria ao mercado;
» mercado cambial agitado - rumores de intervenção fizeram cair o iene e rumores de que a Suíça iria indexar a sua moeda ao euro estiveram a fazer cair o franco suíço. Faz hoje oito dias que o Japão interveio no mercado, e a Suíça, depois de ter anunciado a semana passada a descida da sua taxa de juro para zer e o aumento da oferta de moeda, voltou a reforçar ontem a vertente da expansão monetária.

Oficialmente, claro, ninguém fala. 
Claro que já há quem veja muitas semelhanças com o que se passou com a Lehman em 2008.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sem lei nem ordem

Pilhagem e violência no Reino Unido:
Porquê? Onde foram estas crianças, adolescentes e jovens buscar coragem, como perderam o medo da lei e da ordem? (sem, são bandidos, que existem em todo o lado mas que, porque há polícia, há lei, há ordem, não conseguem impor a desordem)
Será isto que sabiam:



Ou é um acontecimento, depois de outros, que recomenda mais reflexão:
Enquanto cresce uma micro-cultura de abandonados a quem se prometeu luxos baratos,"(...) a cultura dominante - nós - abandonou a virtude e adoptou a ética da indiferença, vestida de liberalismo", Danny Kruger no FT.
Ou ainda a narrativa e racionalização possível que escrevi com o título  As ortodoxias também se abatem depois de ver entre outros, o vídeo de Abdul Hamid:

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O mapa da dívida, do Economist

Carregar no link para ir ao site.

Um mapa que mostra bem como o o mundo está desequlibrado - os "pobres" poupam e os "ricos" gastam. E Portugal não está entre os mais endividados.

A nova fase da crise do euro - com a Itália a entrar também no olho do furacão - e a redução do rating do EUA - de AAA para AA+ - obriga, espero, os grandes países a enfrentarem a realidade.  Já não é só Portugal, Irlanda e Grécia - o menor dos problemas dos países ricos. O mundo virou todo PIG.