sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Estatísticas e indicadores

Fonte: Banco de Portugal
Os números até Junho parecem ter sido menos maus que o esperado - no emprego e no PIB.
Os indicadores coincidentes do Banco de Portugal hoje divulgados e que se vêem no gráfico revelam que as surpresas agradáveis terão sido sol de pouca dura.
A dimensão do abalo depende mais da Europa - leia-se França e Alemanha - do que de Portugal.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mais uma reunião - Sarkozy Merkel

A chanceler alemã vai reunir-se com o presidente francês na sexta-feira  para melhorarem o combate à crise.

Este foi o dia difícil da Société Genérale:

Fonte: Euronext


A loucura financeira

O regresso da loucura financeira sem que ninguém ainda saiba exactamente o que se está a passar.
O epicentro está a ser, desde ontem, a França, com os seus bancos arrastados para quedas históricas. Oficialmente tudo por causa de rumores que um dos principais alvos, a Société Générale desmente - entre eles uma notícia publicada domingo e desmentida ontem

A única informação com fonte está a ser dada pela Reuters: um banco asiático cortou a linha de crédito à banca francesa. Em Portugal os bancos estão igualmente a ser arrastados.

O principal índice bolsista francês (ver Euronext) está com uma volatilidade impressionante:



Outros acontecimentos do dia:
» BCE está a  intervir "de forma agressiva" no mercado secundário de obrigações de dívida pública pelo quinto dia consecutivo desde que no domingo anunciou que voltaria ao mercado;
» mercado cambial agitado - rumores de intervenção fizeram cair o iene e rumores de que a Suíça iria indexar a sua moeda ao euro estiveram a fazer cair o franco suíço. Faz hoje oito dias que o Japão interveio no mercado, e a Suíça, depois de ter anunciado a semana passada a descida da sua taxa de juro para zer e o aumento da oferta de moeda, voltou a reforçar ontem a vertente da expansão monetária.

Oficialmente, claro, ninguém fala. 
Claro que já há quem veja muitas semelhanças com o que se passou com a Lehman em 2008.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sem lei nem ordem

Pilhagem e violência no Reino Unido:
Porquê? Onde foram estas crianças, adolescentes e jovens buscar coragem, como perderam o medo da lei e da ordem? (sem, são bandidos, que existem em todo o lado mas que, porque há polícia, há lei, há ordem, não conseguem impor a desordem)
Será isto que sabiam:



Ou é um acontecimento, depois de outros, que recomenda mais reflexão:
Enquanto cresce uma micro-cultura de abandonados a quem se prometeu luxos baratos,"(...) a cultura dominante - nós - abandonou a virtude e adoptou a ética da indiferença, vestida de liberalismo", Danny Kruger no FT.
Ou ainda a narrativa e racionalização possível que escrevi com o título  As ortodoxias também se abatem depois de ver entre outros, o vídeo de Abdul Hamid:

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O mapa da dívida, do Economist

Carregar no link para ir ao site.

Um mapa que mostra bem como o o mundo está desequlibrado - os "pobres" poupam e os "ricos" gastam. E Portugal não está entre os mais endividados.

A nova fase da crise do euro - com a Itália a entrar também no olho do furacão - e a redução do rating do EUA - de AAA para AA+ - obriga, espero, os grandes países a enfrentarem a realidade.  Já não é só Portugal, Irlanda e Grécia - o menor dos problemas dos países ricos. O mundo virou todo PIG.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O euro em violento abalo

 Os investidores estão em figa dos títulos de dívida pública italianos e espanhóis, as bolsas caíram com especial relevo para a banca - o Stoxx da banca caiu 3,19%, subindo apenas dois (gregos, a ironia) dos 49 bancos que integram o índice. O euro está em queda como também o dólar.
Em Portugal o BCP chegou neste dia a valer menos do que 30 cêntimos por acção e caiu 7,23%. O único banco que subiu foi o BPI - a instituição financeira que estava preparada para estes tempos turbulentos e perigosos. (Para que serviram os testes de stress, nesta versão dois? Mais uma invenção para gerar mais ruído do que informação, mais problemas que soluções, com especial relevo para países como Portugal - ler aqui Com amigos assim...)

Isto é o que s epode ler no FT:
Italian and Spanish borrowing costs hit fresh euro-era records and bank shares dropped on Monday as markets increased the pressure on European leaders ahead of a crucial summit on the eurozone debt crisis.
Italy’s benchmark 10-year bond yields rose above 6 per cent and were up 27 basis points at 6.03 per cent in midday trading. Spanish yields hit 6.35 per cent, their highest level since 1997, ahead of debt auctions on Tuesday and Thursday.

Como já se sabia e tenho escrito até à exaustão, é a políticaSe os líderes europeus - leia-se Angela Merkel - não mudarem de estratégia na abordagem da crise do euro, sem incumprimentos e com uma intervenção musculada do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) nos mercados de dívida pública para os estabilizar, estaremos à beira de uma gravíssima crise. A próxima Cimeira extraordinária de quinta-feira não pode deixar de ser a Cimeira decisiva.

Cada dia que passa parece mais um dia para o abismo. O mundo está mesmo muito eprigoso. (Resta-nos esperar que a União actue como sempre, no último minuto e à beira do precipício)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Stress tests II - o primeiro chumbo e conflito com a Alemanha

O banco alemão Helaba deverá sair dos testes de stress - que serão divulgados amanhã - porque iria chumbar. Está a pôr em causa os critérios da EBA  e já tem em sua defesa a própria Alemanha.

(A Europa, mais uma vez, no descredibilizante processo de tratar de forma desigual o que é igual - lembram-se do Pacto de Estabilidade? Quando a Alemanha violou o Pacto, o Pacto foi flexibilizado para agora se descobrir que se fez mal e que devia até ser mais rígido)