segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A razão do Orçamento 2011

Fonte: Banco de Portugal

A dívida externa bruta aumentou 54,5% entre Junho de 2004 e Junho de 2010. Claro que há dívida que financiou activos mas que não geraram ou estão a gerar o rendimento necessário para amortizar esta dívida.

São estes números em ligação com a nossa falta de crescimento que assustam quem nos está a financiar.
São estes números que são a razão da violência do Orçamento de 2011. 

Os agentes não são racionais para olharem para esta dinâmica de endividamento e começarem a contrariar os seus consumos ajustando-os ao rendimento presente e não a um crescimento futuro que não chegou nem parece que vai chegar. 

O Orçamento de 2011 é a mão visível que nos empurra para a racionalidade de regressar ao nível de vida que o rendimento que geramos torna financeiramente viável o país.

domingo, 24 de outubro de 2010

O Orçamento em jogo de sombras

As negociações em torno da viabilização do Orçamento revelam mais a vontade de viabilizar a proposta do Governo por parte do PSD do que antecipam qualquer mudança significativa.

Amanhã o ex-ministro das Finanças Eduardo Catroga vai encontrar-se de novo com o actual ministro das Finanças Fernando Teixeira dos Santos.

As mudanças possíveis serão sempre de pormenor. Não é possível fazer alterações significativas face à violência do que é exigido em matéria de redução do défice público. O PSD sabe isso.

De tudo o que se tem passado fica-nos a hipótese de o PSD ter percebido demasiado tarde o estado em que estavam as contas públicas e a dimensão do corte orçamental exigido por Bruxelas.

Neste momento estas negociações são mais pelo PSD do que por outra razão qualquer.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Investidores exigiram 5,973% nas Obrigações a 10 anos

Portugal foi hoje obrigado a pagar uma taxa de juro média ponderada de 5,973% para se financiar a dez anos. Em Março, para a mesma linha de títulos a taxa foi de 4,171%.

Resumindo: a taxa de juro paga pelo Estado para se financiar a dez anos subiu quase 50%.

Trata-se da emissão de OT a 10 anos com taxa do cupão de 3,85% e os resultados podem ser vistos aqui. Portugal acabou por colocar hoje menos dívida do que pretendia - o montante indicativo era de 750 a 1250 milhões de euros e foram apenas colocados 378 milhões de euros, menos que o procurado

A tempestade em Portugal começou ontem, com a diferença entre a taxa portuguesa (yield das OT a 10 anos) é a alemã a atingir um máximo histórico - nem na semana negra que levou à cimeira extraordinária de 7 de Maio a diferença face à Alemanha foi tão grande no mercado.

 Hoje, a taxa de rendibilidade das obrigações está a cair ligeiramente e a diferença face à Alemanha tem estado a diminuir, beneficiando também da subida das taxas alemãs.

Mas a nossa taxa de juro a longo prazo ainda está nos 5,86%.
O que se está a passar é preocupante.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Educação - a desgraça portuguesa

É impressionante como continuamos com níveis de educação tão baixos.

Os números são chocantes. Vejam nos quadros da síntese que a OCDE apresenta no Education at a Glance que acabou de ser divulgado.

(Para todos os países da OCDE continua a velha e irracional realidade - mulheres ganham menos que os homens com a mesma formação)

Vamos para a escola

Estudem economia, estatística, finanças e psicologia.

A recomendação de Gregory Mankiw para todos os estudantes que começam agora as suas escolhas de formação. Um artigo que recomendo vivamente, para quem é aluno e para quem sabe que tem de estudar toda a vida