... depois de assistir à conferência de imprensa do Conselho de Ministros de hoje.
Andamos todos muito confusos, nervosos, desorientados - governo, jornalistas, empresários e banqueiros.
O presidente de um banco, o BPI, diz que estamos prestes a bater na parede, afirmação que acaba por ser confirmada em linguagem mais moderada pelos seus colegas que banqueiros que depois dos excessos que cometeram se dão ao luxo de fazer recomndação financeiras - o que não é negativo, já que, pelo menos, aconselham a que se poupe
Um dos nossos maiores empresários, Belmiro Azevedo diz que "quando o povo tem fome tem o direito de roubar". E Belmiro esquece-se que tem o Continente - onde se vende comida.
O Governo vai dando o dito por não dito em impostos e investimentos públicos, sem o primeiro-ministro se dar ao trabalho de falar ao país. Mais grave ainda, reage a análises da manhã com decisões que depois criam ainda mais confusão com outros analistas a caírem-lhe em cima à tarde. Vai-nos valendo o ministro das Finanças, que dentro das ginásticas que já se vai percebendo que faz, coloca algumas coisas no lugar.
Nós os jornalistas fazemos as perguntas mais inesperadas em busca de demissões, julgamentos do que já passou e frases bombásticas quando todos ainda estamos na fase de saber como vão ser concretizadas as medidas de austeridade, se é preciso mais, qual a amplitude do acordo com o PSD, o que poderemos ter de fazer mais para se garantir a vida ao euro, se o euro está em risco, ....
A desorientação é muito má conselheira.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Zapatero e Sócrates, argumentos ibéricos
Veja as diferenças:
(...)Su idea de que la mayor crisis financiera tras el crac de 1929 se podía sortear con eslóganes y gesticulación propagandística hizo perder un tiempo precioso para que el país encarase en mejores condiciones una gravísima coyuntura económica (...).
O editorial do El Pais aprsenta argumentos que ouvimos também há algum tempo contra a abordagem que José Sócrates fez à crise em Portugal.
Zapatero e Sócrates tiveram a expectativa - que s epoderia ter confirmado - de que era possível fazer uma aterragem suave desta crise.
A Grécia obrigou todos os endividados a avançarem para uma aterragem brusca.
(...)Su idea de que la mayor crisis financiera tras el crac de 1929 se podía sortear con eslóganes y gesticulación propagandística hizo perder un tiempo precioso para que el país encarase en mejores condiciones una gravísima coyuntura económica (...).
O editorial do El Pais aprsenta argumentos que ouvimos também há algum tempo contra a abordagem que José Sócrates fez à crise em Portugal.
Zapatero e Sócrates tiveram a expectativa - que s epoderia ter confirmado - de que era possível fazer uma aterragem suave desta crise.
A Grécia obrigou todos os endividados a avançarem para uma aterragem brusca.
A Espanha com mais medidas na manga
Zapatero avanza que el Gobierno subirá los impuestos a los más ricos quando for oportuno e depois de analisar a evolução do plano de ajustamento económico anunciado a semana passada.
No Banco de Portugal existe a convicção de que as medidas adoptadas pelo Governo português, e divulgadas quinta-feira passada, são insuficientes para garantir um ajustamento que reduza ao mínimo o risco de Portugal precisar do dinheiro do Fundo Europeu de Estabilização financeira e do FMI.
No Banco de Portugal existe a convicção de que as medidas adoptadas pelo Governo português, e divulgadas quinta-feira passada, são insuficientes para garantir um ajustamento que reduza ao mínimo o risco de Portugal precisar do dinheiro do Fundo Europeu de Estabilização financeira e do FMI.
terça-feira, 18 de maio de 2010
A terrível restrição financeira
O presidente do BPI irritou-se com grande violência.
O que pode fazer um banqueiro irritar-se de tal maneira que pode até ameaçar o seu negócio? Tem de ser muito grave.
O muito grave, pode adivinhar-se, é a ausência de um discurso político que avise os portugueses para as dificuldades que vão enfrentar.
Mesmo que a economia cresça mais do que o esperado -como felizmente pode acontecer com a ajuda das exportações impulsionadas pela desvalorização do euro -, a restrição financeira é tão violenta que não permitirá que se cresça pelo consumo e pelo investimento.
Além disso, o país que sairá desta crise pode ser muito diferente em matéria de emprego. A taxa de desemprego atinge níveis historicamente elevados. O aumento da produtividade de que tanto o país precisa poderá criar muito pouco emprego. Esta pode ser a crise da reestruturação do tecido empresarial do país.
O que pode fazer um banqueiro irritar-se de tal maneira que pode até ameaçar o seu negócio? Tem de ser muito grave.
O muito grave, pode adivinhar-se, é a ausência de um discurso político que avise os portugueses para as dificuldades que vão enfrentar.
Mesmo que a economia cresça mais do que o esperado -como felizmente pode acontecer com a ajuda das exportações impulsionadas pela desvalorização do euro -, a restrição financeira é tão violenta que não permitirá que se cresça pelo consumo e pelo investimento.
Além disso, o país que sairá desta crise pode ser muito diferente em matéria de emprego. A taxa de desemprego atinge níveis historicamente elevados. O aumento da produtividade de que tanto o país precisa poderá criar muito pouco emprego. Esta pode ser a crise da reestruturação do tecido empresarial do país.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Mais impostos para todos sem explicações
Vamos pagar todos muito mais impostos como se pode ver no comunicado do Conselho de Ministros - muito mal cuidado e explicado. Um rascunho.
A conferência de imprensa também pouco serviu e fica também na história. O primeiro-ministro decidiu que só respondia a três perguntas e especificamente das televisões. O que interessa é a imagem.
Cada meio, todos sabem, desempenha uma função. A rádio dá a notícia, a TV mostra e os jornais explicam.
Mas não há nenhum interesse do Governo em explicar às pessoas o que as espera, justificar minimamente as razões que nos levaram até aqui - sem ser aquela desculpabilizante acusação aos "especuladores" -, solidarizar-se com os tempos difíceis que todos vão enfrentar e apontar um tempo que será melhor.
Fica na memória o primeiro-ministro ter dito que o corte nos salários das classes dirigente é "simbólico" - há uns tempos tinha acusado Paulo Portas de ser populista por ter proposto uma medida destas - num dia em que até o Reino Unido decidiu cortar os salários do Governo. E a diferença com a mensagem de preocupação transmitida pelo novo líder do PSD.
A conferência de imprensa também pouco serviu e fica também na história. O primeiro-ministro decidiu que só respondia a três perguntas e especificamente das televisões. O que interessa é a imagem.
Cada meio, todos sabem, desempenha uma função. A rádio dá a notícia, a TV mostra e os jornais explicam.
Mas não há nenhum interesse do Governo em explicar às pessoas o que as espera, justificar minimamente as razões que nos levaram até aqui - sem ser aquela desculpabilizante acusação aos "especuladores" -, solidarizar-se com os tempos difíceis que todos vão enfrentar e apontar um tempo que será melhor.
Fica na memória o primeiro-ministro ter dito que o corte nos salários das classes dirigente é "simbólico" - há uns tempos tinha acusado Paulo Portas de ser populista por ter proposto uma medida destas - num dia em que até o Reino Unido decidiu cortar os salários do Governo. E a diferença com a mensagem de preocupação transmitida pelo novo líder do PSD.
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