Tem de se ler How Reversible Is The Euro?
Que termina assim
I think I’ll go hide under the table now.
Também eu.
E falta o cenário de a Alemanha se aborrecer e ser ela a sair.
Nem o pior dos pesadelos.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Sem corpete e com cinta - a UEM
A imagem não é elegante mas foi assim que se vestiu a União Económica e Monetária - sem o corpete Económico, com a cinta Monetária.
Os países com tendência para engordarem foram ficando obesos em cima da elegância sedutora da disciplina monetária - que foi atraindo capital e criando a ilusão de dinheiro fácil e barato.
Vem isto a propósito do que escreveu Paul Krugman (via Pedro Santos Guerreiro)
What the crisis really demonstrates, however, is the dangers of putting yourself in a policy straitjacket. When they joined the euro, the governments of Greece, Portugal and Spain denied themselves the ability to do some bad things, like printing too much money; but they also denied themselves the ability to respond flexibly to events.
Vale a pena ler todo o artigo de Paul Krugman.
Da crise da Grécia há lições a tirar sobre as desficiências na arquitectura do Euro, muito alertada antes do seu nascimento por muitos economistas. Entres eles Paul DeGrawe.
Os países com tendência para engordarem foram ficando obesos em cima da elegância sedutora da disciplina monetária - que foi atraindo capital e criando a ilusão de dinheiro fácil e barato.
Vem isto a propósito do que escreveu Paul Krugman (via Pedro Santos Guerreiro)
What the crisis really demonstrates, however, is the dangers of putting yourself in a policy straitjacket. When they joined the euro, the governments of Greece, Portugal and Spain denied themselves the ability to do some bad things, like printing too much money; but they also denied themselves the ability to respond flexibly to events.
Vale a pena ler todo o artigo de Paul Krugman.
Da crise da Grécia há lições a tirar sobre as desficiências na arquitectura do Euro, muito alertada antes do seu nascimento por muitos economistas. Entres eles Paul DeGrawe.
Agora é a sério
Na Grécia, segundo o Financial Times
- Salários de topo da função pública congelados durante três anos
- Idade média de reforma aumentada de 53 para 67 anos
- 13º e 14º mês de salários pago no Natal e na Páscoa desaparece
Em Espanha
- Governo acaba com 29 empresas públicas e 32 cargos de altos dirigentes
- Salários de topo da função pública congelados durante três anos
- Idade média de reforma aumentada de 53 para 67 anos
- 13º e 14º mês de salários pago no Natal e na Páscoa desaparece
Em Espanha
- Governo acaba com 29 empresas públicas e 32 cargos de altos dirigentes
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Agências de 'rating', até o FMI
Até o FMI faz alertas contra as agências de 'rating'.
E vale a pena acompanhar:
O que se está a descobrir nos Estados Unidos com a divulgação de mails que expõem como foram permeáveis na avaliação do risco de produtos financeiros estrututados com crédito à habitação subprime.
Mesmo sem a vontade do forte grupo de pressão que é o sector financeiro, o poder das trê sirmãs do 'rating' - Standard & Poor's, Moody's e Fitch - corre memso o risco de se reduzir.
Um mercado de 3 jogadores está muito longe de ser um mercado capaz de corrigir a falha de mercado que justifica a sua existência: a existência de informação assimética no mercado financeiro, isto é, o devedor conhece melhor a sua situação fiananceira que o credor.
Para se corrigir uma falha de mercado criou-se outra falha de mercado.
E vale a pena acompanhar:
O que se está a descobrir nos Estados Unidos com a divulgação de mails que expõem como foram permeáveis na avaliação do risco de produtos financeiros estrututados com crédito à habitação subprime.
Mesmo sem a vontade do forte grupo de pressão que é o sector financeiro, o poder das trê sirmãs do 'rating' - Standard & Poor's, Moody's e Fitch - corre memso o risco de se reduzir.
Um mercado de 3 jogadores está muito longe de ser um mercado capaz de corrigir a falha de mercado que justifica a sua existência: a existência de informação assimética no mercado financeiro, isto é, o devedor conhece melhor a sua situação fiananceira que o credor.
Para se corrigir uma falha de mercado criou-se outra falha de mercado.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Vale a pena ler:
Os gregos foram enganados, os alemães também de João Pinto e Castro. Tenhos dúvidas quanto à afirmação de que "os mercados financeiros foram totalmente racionais".
Quanto ao que vai acontecer amanhã - totalmente de acordo, o problema da Grécia estará bastante mais grave - a fuga de títulos gregos vai agravar-se. (E de Portugal também). Muitso fundos são geridos com regras estritas de risco: não têm nas suas carteiras activos abaixo de um determinado risco.
Precisa-se de política não de economia de João Galamba. De boa política diria eu. Sublinho especialmente de "os mercados agem racionalmente num contexto irracional" como contra-argumento (ainda com pouca reflexão sobre o tema) a João Pinto e Castro.
The Cohesion Crisis de Paul Krugman, assustador. Mas é assim que o mercado está a reagir.
A taxa de juro a dez anos das obrigações alemãs do tesouro (bunds) a dez anos estiveram no dia de hoje abaixo dos 3% , as portuguesas a 5,6% e as gregas em 9,6%.
A taxa de juro dos títulos gregos a 2 anos atingiu a 15,26%, sim, repito, 15,6%.
A Zona Euro está a permitir que alguns ganhem bastante dinheiro. A Grécia é "junk"? A consequência lógica de acreditar que a Grécia é 'junk bond' é prever o desmembramento do euro.
Quanto ao que vai acontecer amanhã - totalmente de acordo, o problema da Grécia estará bastante mais grave - a fuga de títulos gregos vai agravar-se. (E de Portugal também). Muitso fundos são geridos com regras estritas de risco: não têm nas suas carteiras activos abaixo de um determinado risco.
Precisa-se de política não de economia de João Galamba. De boa política diria eu. Sublinho especialmente de "os mercados agem racionalmente num contexto irracional" como contra-argumento (ainda com pouca reflexão sobre o tema) a João Pinto e Castro.
The Cohesion Crisis de Paul Krugman, assustador. Mas é assim que o mercado está a reagir.
A taxa de juro a dez anos das obrigações alemãs do tesouro (bunds) a dez anos estiveram no dia de hoje abaixo dos 3% , as portuguesas a 5,6% e as gregas em 9,6%.
A taxa de juro dos títulos gregos a 2 anos atingiu a 15,26%, sim, repito, 15,6%.
A Zona Euro está a permitir que alguns ganhem bastante dinheiro. A Grécia é "junk"? A consequência lógica de acreditar que a Grécia é 'junk bond' é prever o desmembramento do euro.
No Parlamento detectam-se mentiras
Enquanto o país se vê a caminhar para uma crise cada vez mais grave no Parlamento detectam-se mentiras.
Se o tempo fosse para brincadeiras sugeria que se oferecesse um daqueles detectore de mentiras ou se contratasse uma daquelas persongens de uma das séries televisas que por aí anda que detectam mentiras.
Claro que estas avaliações são sempre classificadas como "populistas", perigosas pela fragilização que significam para a democracia.
Vale a pena registar que uma critica mesmo sendo populista vale pelo sue conteúdo.
Se nos contassem que um país, alvo de uma onda de descredebilização financeira que o pode lançar para uma gravissima recessão, tem uma parte dos seus deputados a analisar à lupa se o primeiro-ministro sabia ou não sabia de um negócio que uma empresa não fez, onde diriíamos que seria esse país?
Se o tempo fosse para brincadeiras sugeria que se oferecesse um daqueles detectore de mentiras ou se contratasse uma daquelas persongens de uma das séries televisas que por aí anda que detectam mentiras.
Claro que estas avaliações são sempre classificadas como "populistas", perigosas pela fragilização que significam para a democracia.
Vale a pena registar que uma critica mesmo sendo populista vale pelo sue conteúdo.
Se nos contassem que um país, alvo de uma onda de descredebilização financeira que o pode lançar para uma gravissima recessão, tem uma parte dos seus deputados a analisar à lupa se o primeiro-ministro sabia ou não sabia de um negócio que uma empresa não fez, onde diriíamos que seria esse país?
terça-feira, 27 de abril de 2010
A S&P validou a irracionalidade
A Standard &; Poor's validou sentimentos de um mercado que está com sintomas de pânico e validou as comparações abusivas entre Portugal e a Grécia ao anunciar a degradação do 'rating' de Portugal no mesmo dia em que o fez para a Grécia.
O 'rating' da Grécia passou de BBB+ para BB+. Os títulos da dívida pública da Grécia são agora "junk bonds",
O risco da República portuguesa é agora "A- com oulook negativo", depois da última mudança ( "A+ com outlook negativo") ter ocorrido a 7 de Dezembro de 2009.
O que mudou de fundamental em Portugal e no ambiente em que se move desde 7 de Dezembro de 2009:
Pela positiva
1 - Foi aprovado o Orçamento do Estado para 2010 com medidas de redução do défice público
2 - Foi aprovado e validado por Bruxelas o Programa de Estabilidade e Crescimento que consagra medidas de aumento de impostos e redução das despesas que mais têm crescido, as sociais;
3 - O ambiente político ficou mais claro: a nova liderança do PSD não pretende deixar cair o Governo este ano;
Pela negativa:
1 - Ainda há poucas medidas do PEC concretizadas e uma das que pode dar mais receita fiscal, a redução das deduções à colecta, merece a oposição do PSD;
2 - Os investidores financeiros estão a fugir da dívida pública portuguesa em montantes que estão a fazer baixar significativamente as cotações (e por isso a aumentar as taxas de juro) na sequência de análises e opiniões emitidas por jornais e economistas norte-americanos que compararam Portugal à Grécia.
De tudo o que aconteceu o que fez a S&P?
Valorizou os comportamentos, as teses e as análises dos investidores e dos analistas norte-americanos e desprezou todas as medidas adoptadas pro Portugal.
Com estas ajudas os investidores financeiros passam de facto a acertar nas suas previsões, grandes profetas das desgraças com a ajuda de quem tem medo de errar de novo.
As agências de 'rating' estão cada vez mais prisioneiras dos mercados e a contribuir cada vez para a instabilidade e não para a informação mais perfeita e rigorosa, razão da sua criação e existência.
As razões apontadas pela S&P podem ser lidas aqui. Dizendo que a razão é económica dá-nos ainda mais razões para reforçar a ideia de que segue os mercados financeiros: o problema de crescimento económico português está detectado há, pelo menos, mais de um ano.
O 'rating' da Grécia passou de BBB+ para BB+. Os títulos da dívida pública da Grécia são agora "junk bonds",
O risco da República portuguesa é agora "A- com oulook negativo", depois da última mudança ( "A+ com outlook negativo") ter ocorrido a 7 de Dezembro de 2009.
O que mudou de fundamental em Portugal e no ambiente em que se move desde 7 de Dezembro de 2009:
Pela positiva
1 - Foi aprovado o Orçamento do Estado para 2010 com medidas de redução do défice público
2 - Foi aprovado e validado por Bruxelas o Programa de Estabilidade e Crescimento que consagra medidas de aumento de impostos e redução das despesas que mais têm crescido, as sociais;
3 - O ambiente político ficou mais claro: a nova liderança do PSD não pretende deixar cair o Governo este ano;
Pela negativa:
1 - Ainda há poucas medidas do PEC concretizadas e uma das que pode dar mais receita fiscal, a redução das deduções à colecta, merece a oposição do PSD;
2 - Os investidores financeiros estão a fugir da dívida pública portuguesa em montantes que estão a fazer baixar significativamente as cotações (e por isso a aumentar as taxas de juro) na sequência de análises e opiniões emitidas por jornais e economistas norte-americanos que compararam Portugal à Grécia.
De tudo o que aconteceu o que fez a S&P?
Valorizou os comportamentos, as teses e as análises dos investidores e dos analistas norte-americanos e desprezou todas as medidas adoptadas pro Portugal.
Com estas ajudas os investidores financeiros passam de facto a acertar nas suas previsões, grandes profetas das desgraças com a ajuda de quem tem medo de errar de novo.
As agências de 'rating' estão cada vez mais prisioneiras dos mercados e a contribuir cada vez para a instabilidade e não para a informação mais perfeita e rigorosa, razão da sua criação e existência.
As razões apontadas pela S&P podem ser lidas aqui. Dizendo que a razão é económica dá-nos ainda mais razões para reforçar a ideia de que segue os mercados financeiros: o problema de crescimento económico português está detectado há, pelo menos, mais de um ano.
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