quarta-feira, 17 de março de 2010

Exercícios saloios

Vi a parte final do Prós e Contras. Fiquei com pena de não ter acompanhado o debate desde o início especialmente quando vi Eduardo Lourenço e José Gil.

Acabei por por ficar extremamente incomodada ao ouvir o representante das novas gerações, Miguel Morgado, dizer que os amigos que tem a trabalhar no estrangeiro sentem "repugnância" por Portugal.

Nunca tal tinha ouvido, nem por cá nem por amigos ou entrevistas com quadro superiores que, por uma razão ou outra, trabalham fora de Portugal.

Começa a ser, no mínimo, desagradável, assistir a este renovado exercício nacional de saloíce e falta de mundo que se ilustram com a velha máxima "a galinha da vizinha é (sempre) melhor que a minha".

E desagradável pelo que revela de limitada sabedoria. Demasiada informação - a maioria limitada ao mundo que é mostrado nos rectângulos televisivos -, algum conhecimento e zero de sabedoria.

domingo, 7 de março de 2010

A Islândia disse não...

..."à ganância dos banqueiros". Essa é pelos menos a leitura do presidente Olafur R. Grimsson.

Noventa e três por cento dos islandeses votaram ontem contra a "factura Icesave" como é designada a exigência dos aforradores ingleses e holandeses de receberem as poupanças com juros do que aplicaram nos bancos islandeses. Como era de esperar.

"...ordinary people, farmers and fishermen, taxpayers, doctors, nurses, teachers, are being asked to shoulder through their taxes a burden that was created by irresponsible greedy bankers", assim falou o presidente da Islândia Olafur R. Grimsson.

Reino Unido e Holanda não estão dispostos da aceitar este resultado.
O FMI poderá recuar no seu apoio à Islândia.
A agência de 'rating' pode coloca a dívida da Islândia na classificação "lixo".
E as perspectivas de adesão à UE ficam sob a ameaça de veto do Reino Unido e da Holanda - os islandeses não se comoveram com a recomendação da Comissão Europeia para o Conselho iniciar negociações durante a última semana de Fevereiro.

A Grécia dividida

48% estão contra e 46,6% estão a favor das medidas de austeridades adoptadas pelo Governo grego segundo uma sondagem a 1044 pessoas realizada Instituto de Pesquisa Kapa, divulgado pelo diário To Vima e noticiado aqui pela Lusa e RTP.

Aqui podemos ver algumas imagens do que tem sido a vida na Grécia durante esta última semana

quarta-feira, 3 de março de 2010

O BCE lança-se na avaliação de risco?

 Da externalização para a internalização?
O BCE poderá em breve começar a fazer avaliação de risco dos países.


Now European Union governments are planning to take measures to break the dominance of the main rating agencies, according to a report in the Wednesday edition of the German business daily Handelsblatt. The newspaper reports that euro-zone finance ministers are pushing the European Central Bank (ECB) to set up its own sovereign rating scheme for the 16 members of the euro zone so that it no longer has to rely on private rating agencies, such as Moody's.
 
Será este um dos instrumentos de tortura que Juncker disse que a Zona Euro tinha no sótão?
 
Depois da era da entrega a entidades externas das funções de avaliação de risco que eram desempenhadas pelos bancos centrais e instituições de crédito eis que agora regressamos à casa da partida.
 
Interessante ainda o facto de isto entrar em contradição com as mais recentes regras contabilísticas que entragaram às auditoras muitas da starefas que pertenciam aos bancos centrais.
 
A ler ainda o Money-Supply do FT.
 
O pêndulo parece ter mudado efectivamente

A Grécia... a sério e com brutalidade

O Governo grego apresentou o seu segundo plano de redução do défice público que se pode ler aqui e aqui.

Os sindicatos promete manifestar-se já amanhã.

Entre a pressão dos mercados financeiros e a revolta das pessoas, os gregos enfrentam tempos difíceis. Quando se olha para os números, muito do que se passa é incompreensível.

O grande erro dos gregos foi a mentira, mais do que a derrapagem nas contas públicas.