domingo, 7 de março de 2010

A Islândia disse não...

..."à ganância dos banqueiros". Essa é pelos menos a leitura do presidente Olafur R. Grimsson.

Noventa e três por cento dos islandeses votaram ontem contra a "factura Icesave" como é designada a exigência dos aforradores ingleses e holandeses de receberem as poupanças com juros do que aplicaram nos bancos islandeses. Como era de esperar.

"...ordinary people, farmers and fishermen, taxpayers, doctors, nurses, teachers, are being asked to shoulder through their taxes a burden that was created by irresponsible greedy bankers", assim falou o presidente da Islândia Olafur R. Grimsson.

Reino Unido e Holanda não estão dispostos da aceitar este resultado.
O FMI poderá recuar no seu apoio à Islândia.
A agência de 'rating' pode coloca a dívida da Islândia na classificação "lixo".
E as perspectivas de adesão à UE ficam sob a ameaça de veto do Reino Unido e da Holanda - os islandeses não se comoveram com a recomendação da Comissão Europeia para o Conselho iniciar negociações durante a última semana de Fevereiro.

A Grécia dividida

48% estão contra e 46,6% estão a favor das medidas de austeridades adoptadas pelo Governo grego segundo uma sondagem a 1044 pessoas realizada Instituto de Pesquisa Kapa, divulgado pelo diário To Vima e noticiado aqui pela Lusa e RTP.

Aqui podemos ver algumas imagens do que tem sido a vida na Grécia durante esta última semana

quarta-feira, 3 de março de 2010

O BCE lança-se na avaliação de risco?

 Da externalização para a internalização?
O BCE poderá em breve começar a fazer avaliação de risco dos países.


Now European Union governments are planning to take measures to break the dominance of the main rating agencies, according to a report in the Wednesday edition of the German business daily Handelsblatt. The newspaper reports that euro-zone finance ministers are pushing the European Central Bank (ECB) to set up its own sovereign rating scheme for the 16 members of the euro zone so that it no longer has to rely on private rating agencies, such as Moody's.
 
Será este um dos instrumentos de tortura que Juncker disse que a Zona Euro tinha no sótão?
 
Depois da era da entrega a entidades externas das funções de avaliação de risco que eram desempenhadas pelos bancos centrais e instituições de crédito eis que agora regressamos à casa da partida.
 
Interessante ainda o facto de isto entrar em contradição com as mais recentes regras contabilísticas que entragaram às auditoras muitas da starefas que pertenciam aos bancos centrais.
 
A ler ainda o Money-Supply do FT.
 
O pêndulo parece ter mudado efectivamente

A Grécia... a sério e com brutalidade

O Governo grego apresentou o seu segundo plano de redução do défice público que se pode ler aqui e aqui.

Os sindicatos promete manifestar-se já amanhã.

Entre a pressão dos mercados financeiros e a revolta das pessoas, os gregos enfrentam tempos difíceis. Quando se olha para os números, muito do que se passa é incompreensível.

O grande erro dos gregos foi a mentira, mais do que a derrapagem nas contas públicas.

terça-feira, 2 de março de 2010

O terramoto do Chile e os dias mais pequenos?

O terramoto do Chile deslocou o eixo da Terra em cerca de 8 centímetros e reduziu o tempo do dia. Conclusões do investigador da Nasa Richard Gross que li aqui em primeiro lugar.

As recomendações da Business Week...

... para investir em Portugal: PT e EDP Reonováveis. A propósito de pérolas nos PIIGS.

Não é só por cá que se encontra fraco jornalismo. Não pelas recomendações mas pela fragilidade dos argumentos que as sustentam.

Mercados financeiros racionais?

O debate sobre a manipulação dos mercados financeiros - prefiro 'manipulação' a especulação, porque esta só se pode chamar assim no quadro da teoria quando respeita pressupostos de concorrência quase perfeita - merece ser ouvido com um pouco mais de atenção do que o encolher de ombros do tipo 'lá estão os políticos outra vez'

Primeiro a ministra das Finanças francesa e depois a o presidnete do Eurogrupo reforçaram nestes últimos dias os avsisos e ameaças a regulação do mercado.

O que se tem lido no FT ontem e hoje indica-nos as possibilidades de manipulação que se abrem com compra de CDS - supostamente produtos para cobrir risco de incumprimento da dívida - sem que s etenha o respetivo título de dívida ('naked CDS').

Primeiro lanço o pânico comprado CDS - o preço do CDS aumenta, todos começam a dizer que o risco da dívida do país X está a aumentar e começam a vender os título de dívida pública; quando estes já caíram o suficiente é altura de eu compra os títulos de dívida pública (O que parece estar a acontecer desde ontem, com as obrigações do Tesouro de países como Portugal a subirem (e as taxas a descerem).

O alvo agora parece sre o Reino Unido. Até se perceber bem como se está a ganhar dinheiro com a queda da libra.

Libra cai face ao dólar pelo sexto dia consecutivo
Risco da dívida portuguesa desce para mínimos de Janeiro
Grécia apresenta novas medidas de redução do défice público

Claro que estes mercados não são racionais.