Governo entrega Orçamento fora de prazo
pela primeira vez desde meados dos anos 80
(ou talvez não)
Neste momento está agendada a entrega do OE às 22 horas no Parlamento.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Há anos que isto acontece...
Todos os anos os governos têm de fazer o Orçamento do Estado.
Há muitos anos já que não me lembro de ver o Orçamento a ser entregue calmamente ao Parlamento a meio do dia.
Se a minha memória não me trai, a última vez que me lembro de um Orçamento ser entregue na Assembleia da República ainda de manhã, seguindo-se a conferência de imprensa por volta do meio dia foi algures no início dos anos 90 quando Braga de Macedo era ministro das Finanças. (Lembro-me da imagem do ministro, em pé, com um monte de dossiers uns em cima dos outros ao seu lado - O Orçamento).
De então para cá tem sido sempre este drama. O Orçamento entregue quase no último minuto do último dia no Parlamento. Uma conferência de imprensa marcada à última hora.
Razões?... Confesso que não sei. Não consigo compreender. Houve um tempo no passado que se conseguiu não ser aquele aluno que faz tudo no último minuto. Tempo em que não existiam as tecnologias de hoje.
(Desabafos, ainda á espera de conhecer o Orçamento para olhar para ele ao serviço dos leitores do Negócios)
Há muitos anos já que não me lembro de ver o Orçamento a ser entregue calmamente ao Parlamento a meio do dia.
Se a minha memória não me trai, a última vez que me lembro de um Orçamento ser entregue na Assembleia da República ainda de manhã, seguindo-se a conferência de imprensa por volta do meio dia foi algures no início dos anos 90 quando Braga de Macedo era ministro das Finanças. (Lembro-me da imagem do ministro, em pé, com um monte de dossiers uns em cima dos outros ao seu lado - O Orçamento).
De então para cá tem sido sempre este drama. O Orçamento entregue quase no último minuto do último dia no Parlamento. Uma conferência de imprensa marcada à última hora.
Razões?... Confesso que não sei. Não consigo compreender. Houve um tempo no passado que se conseguiu não ser aquele aluno que faz tudo no último minuto. Tempo em que não existiam as tecnologias de hoje.
(Desabafos, ainda á espera de conhecer o Orçamento para olhar para ele ao serviço dos leitores do Negócios)
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Vistos do dia
- O crédito concedido pela banca à economia portuguesa aumentou e o crédito malparado também.
- Vale a pena ler O que dizem os resultados dos grandes bancos americanos sobre a recuperação económica nos EUA. Os lucros da Goldamn Sachs atingiram os 4,95 mil milhões de dólares no último trimestre do ano, ou 8,2 dólares por acção. O que compara com prejuízos de 2,12 mil milhões de dólares ou 4,97 dólares por acção. A banca de investimento está a recuperar significativamente. O tempo, agora, é de dificuldades para a banca comercial, a receber o embate do crédito malparado como mostraram já as contas do Citigroup apurou um prejuízo de 7,7 mil milhões de dólares .
- Vale a pena ler a entrevista feita por André Verissimo a Cornelius Luca, professor na Universidade de Nova Iorque e especialista em investimentos nos mercados cambiais. Junto a declaração que mais me impressionou: "(...) A Grécia é apenas a ponta do 'iceberg', Itália e Espanha estão também numa situação delicada. (...) Acho que Portugal não está na mesma situação"
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Avisos ao Governo, ao PSD e ao PP
As yields da dívida pública grega a dez anos atingiram os 6,17% hoje, mais 295 pontos bases que a taxa que está a ser exigida aos alemães.
Os investidores estão a fugir da dívida pública grega, apesar de todas as garantias que têm sido dadas pelo governo de Atenas
Os títulos equivalente para a dívida pública portuguesa - Obrigações do Tesouro a dez anos - estão com taxas de rendibilidade de 4,26%. No espaço de dois meses, a diferença entre a taxa exigida a Portugal e aos alês duplicou.
Os investidores estão a fugir da dívida pública grega, apesar de todas as garantias que têm sido dadas pelo governo de Atenas
Os títulos equivalente para a dívida pública portuguesa - Obrigações do Tesouro a dez anos - estão com taxas de rendibilidade de 4,26%. No espaço de dois meses, a diferença entre a taxa exigida a Portugal e aos alês duplicou.
Vistos do dia
O Parlamento é hoje um o principal centro de acontecimentos no dia de hoje. É dali que vamos receber os primeiros sinais sobre a existência (ou não) de um entendimento alargado para a redução do défice público. Fundamental para evitar que as taxas de juro de longo prazo continuem a subir.
- O Orçamento para 2010 continua a ser pacientemente tricotado (em linha fina).
Hoje teremos sinais concretos da existência (ou não) de um acordo também com o PSD por via dos diplomas que estão na mesa da Comissão de Orçamento e Finanças.
Com o CDS tudo indica que está concluído mas a interpelação ao Governo da sua iniciativa será igualmente um importante sinal sobre o grau de entendimento. Sobre o PP vale ainda a pena dizer que propõem de facto poupanças que passam pelas Scuts. - O presidente da CGD no Parlamento - está a ser ouvido pelos deputados - revela que o banco público já emprestou 4,2 mil milhões de euros
Boa notícia - Desemprego diminui pela primeira vez em 18 meses no Reino Unido.
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