quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Vistos do dia

O Parlamento é hoje um o principal centro de acontecimentos no dia de hoje. É dali que vamos receber os primeiros sinais sobre a existência (ou não) de um entendimento alargado para a redução do défice público. Fundamental para evitar que as taxas de juro de longo prazo continuem a subir.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Orçamento do Estado 2010 - muito ruído (ainda) (actualizado)

Se as propostas do CDS/PP para o Orçamento do Estado para 2010 custam 700 milhões de euros,

  • onde está a neutralidade orçamental que Paulo Portas garante?
  • porque está o Governo menos flexível para aceitar as propostas do PSD que teriam um custo pouco superior a 400 milhões de euros (330 milhões de euros pela suspensão do Pagamento Especial por Conta e 82 milhões de euros pelo aumento da transferência para a Madeira)?

As negociações para o novo Orçamento que, desejavelmente, deve ser apoiado pro uma maioria alargada está ainda recheado de ruído e sombras.

Se o PSD não tiver já hoje estabelecido um entendimento de princípio com o Governo, amanhã de manhã na Comissão parlamentar de Orçamento e Finanças votará favoravelmente diplomas que aumentam despesa. Vamos ver.

Actualização/Correcção feita dia 20 de Janeiro: A neutralidade orçamental do PP parece estar em propostas ligadas às Scuts.

Oops... quem é o Governo? Quem é o Sindicato?

Ministério do Trabalho reconhece que medidas excepcionais de apoio ao emprego ficaram longe dos objectivos

João Proença reconhece impacto positivo das medidas de combate ao desemprego

Vistos do dia

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O peso do CDS nas minorias

Interessante o peso e influência que o CDS tem tido sempre que há governos minoritários.

CDS lidera viabilização dos orçamentos em governos minoritários.

Também no Orçamento do Estado para 2010 o CDS prepara-se para ser o grande protagonista.

A Cimpor

O dia de negócios continua marcado pela ´luta pelo controlo da Cimpor com os brasileiros com protagonistas.

A Votorantim é a terceira empresa brasileira a entrar na batalha, como noticia hoje o Negócios.

A Camargo Corrêa mantém o interesse na compra da Cimpor depois da CMVM ter dito que ou lança uma OPA ou desiste da fusão.

Tudo desencadeado pela OPA lançada pela CSN no dia 18 de Dezembro.

A CSN tem esta semana a primeira grande "dor de bolso" no lançamento da OPA - tem de apresentar uma garantia bancária de 4 mil milhões de euros para registar a oferta.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Teixeira dos Santos cometeu uma "gaffe"?

Terá o ministro das Finanças cometido uma 'gaffe' à saída reunião de quinta-feira com os diversos partidos da opoisção, quando disse que se a suspensão do PEC e as alterações das finanças regionais fossem aprovadas não via outra alternativa que não fosse subir impostos?

As declarações do ministro das Finanças aqui.

As suas declarações acabaram por gerar uma reacção muito agressiva de Manuela Ferreira Leite no debate quinzenal que por sua vez geraram uma reacção ainda mais agressivas do primeiro-ministro... E a criar espaço para que Paulo Portas surgisse como o salvador.


Resultado: o entendimento entre o Governo e o PSD está mais difícil; o entendimento entre o Governo e o CDS/PP está mais fácil.

Na actual conjuntura, a ausência do PSD num acordo de redução do défice público não pode ser bem compreendido.
Face ao que já se passou, o PSD apenas perdeu a liderança do processo negocial.

O País precisa mesmo que esse acordo se faça e que se faça incluindo o PSD.
A acentuada subida das taxas de rendibilidade da dívida pública - sintoma que os investidores se estão a livrar dos títulos de dívida portuguesa - é um sério alerta.

O IGCP fez um comunicado inédito aos mercados financeiros, bem revelador das dificuldades que podemos enfrentar na obtenção de financiamento - não apenas para o Estado mas para todos.

Esperemos que o jogo partidário não seja um valor superior ao valor da estabilidade financeira e social do país.

(Os políticos embrenhados nos partidos chamam a estas prioridades tecnocracias ou economicismo. Até podem ser. Mas não é por isso que não deixam de ser prioridades que se impõem em determinadas conjunturas)