... nunca resolveu problema nenhum. Criou problemas maiores, como aliás diz Fisher Sá Nogueira
A intervenção final do discurso de tomada de posse do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, defendendo a criação de um "órgão com poderes disciplinares efectivos" para os jornalistas assim como o ataque - mais do que criticas - que fez aos media acabam por dar razão a quem critica o funcionamento da Justiça.
Como António Barreto que se pode ler e ouvir aqui e aqui
Posso concordar com parte do diagnóstico que Noronha do Nascimento faz. Por exemplo, quando se refere aos efeitos perniciosos da concorrência num tempo em que o quadro em que se movia o negócio dos media está a mudar sem que ninguém saiba bem em que sentido (veja-se o debate aceso nos Estados Unidos e ainda a reflexão que ali se faz sobre as ameaças aos direitos dos cidaãos e sobre a liberdade da informação.
Não posso concordar com a solução. Nos media, tal como noutros universos da vida portuguesa, não é por falta de entidades reguladoras que não se cumprem as regras e as leis. O sector dos media, bem pelo contrário, está bastante policiado. O problema é mais vasto.
Mas se o problema é a violação da lei, a quem cabe fazer cumprir a lei? A resposta a esta pergunta que acaba por nos levar a concluir que o ataque aos media de Noronha do Nascimento acaba por ser um ataque à Justiça.
Declaração de interesses: Sou jornalista. Como jornalista, profissionalmente obrigada e treinada para o distanciamento na descrição e análise dos factos, fiz aqui também esse esforço e com cuidados redobrados.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Áustria nacionaliza banco
A crise financeira acabou?
O governo austriaco nacionalizou o Hypo Group Alpe Adria, um pequeno banco regional mas com elevada exposição a países de Leste fora da Zona Euro e com risco de contágio a outros bancos do sistema, assim diz o governo de Viena.
As notícias apontam para uma intervenção directa do presidente do BCE. O Telegraph diz mesmo que Trichet obrigou a Áustria a nacionalizar o banco.
Mais pormenores no Alphaville
O governo austriaco nacionalizou o Hypo Group Alpe Adria, um pequeno banco regional mas com elevada exposição a países de Leste fora da Zona Euro e com risco de contágio a outros bancos do sistema, assim diz o governo de Viena.
As notícias apontam para uma intervenção directa do presidente do BCE. O Telegraph diz mesmo que Trichet obrigou a Áustria a nacionalizar o banco.
Mais pormenores no Alphaville
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Portugal e Espanha menos arriscados que a Irlanda
Os mercados financeiros colocam Portugal ao lado de Espanha e a Irlanda mais próxima da Grécia
» quando se avalia o risco destes países pela diferença entre a sua taxa de juro de longo prazo e a que é cobrada à Alemanha - as duas taxas medidas pela taxa de rendibilidade das obrigações do Tesouro a dez anos - é menos arriscado emprestar dinheiro a Portugal que à Grécia, Irlanda e até Itália.

» quando se avalia o risco destes países pela diferença entre a sua taxa de juro de longo prazo e a que é cobrada à Alemanha - as duas taxas medidas pela taxa de rendibilidade das obrigações do Tesouro a dez anos - é menos arriscado emprestar dinheiro a Portugal que à Grécia, Irlanda e até Itália.

Irlanda vs Portugal, Espanha e Grécia
O Orçamento do Estado da Irlanda:
» Salários da função pública reduzidos em 5% ( até ao limite 30 mil euros); 7,5% ( sobre valores até 40 mil euros - o que, se bem percebi, incide sobre os valores que vão dos 30 mil aos 70 mil euros) e 10% para os últimos 55 mil euros.
» O salário do primeiro-ministro será reduzido em 20% e dos ministros em 15%.
E muito mais que se pode ler aqui.
Em Portugal estamos na fase de discutir um rectificativo que é um formalismo - legitimar o que já está gasto como se verifica na emissão de dívida.
É pela história já construída e por aquela que se está a fazer neste momento que as agências 'rating' são depois mais "benevolentes" com os anglo-saxónicos.
As criticas que se fizeram às agências d e'rating' por se terem apressado a fazer alertas a países como Portugal deixando a Irlanda mais aliviada da pressão tem nesta história a sua explicação.
» Salários da função pública reduzidos em 5% ( até ao limite 30 mil euros); 7,5% ( sobre valores até 40 mil euros - o que, se bem percebi, incide sobre os valores que vão dos 30 mil aos 70 mil euros) e 10% para os últimos 55 mil euros.
» O salário do primeiro-ministro será reduzido em 20% e dos ministros em 15%.
E muito mais que se pode ler aqui.
Em Portugal estamos na fase de discutir um rectificativo que é um formalismo - legitimar o que já está gasto como se verifica na emissão de dívida.
É pela história já construída e por aquela que se está a fazer neste momento que as agências 'rating' são depois mais "benevolentes" com os anglo-saxónicos.
As criticas que se fizeram às agências d e'rating' por se terem apressado a fazer alertas a países como Portugal deixando a Irlanda mais aliviada da pressão tem nesta história a sua explicação.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
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