A ler a entrevista de Jacques Sapir no Público.
Perspectivas verdadeiramente diferentes do que se passa e de como se pode resolver alguns problemas. Eis a síntese de alguns dos seus diagnósticos e soluções. Discutíveis mas que vale a pena pensar sobre elas sem lhes colocar um rótulo e atirar para trás das costas.
BANCA
"(...) bancos foram salvos pelos governos e pelos bancos centrais, mas não mudaram as suas políticas. Reduziram o crédito concedido e estão a investir o dinheiro dado pelo Estado e emprestado pelos bancos centrais em especulação."
[Veja-se agora o caso do Dubai e os valores ali investidos por bancos europeus. ]
"A única política capaz de resolver isto seria a introdução de um maior controlo do sector bancário pelo Estado. Seja através da nacionalização, seja através da nomeação de uma espécie de supervisor. É um sistema que foi usado nos EUA e também em França durante os anos 30. A propriedade continua privada, mas nomeia-se uma pessoa com poderes efectivos para guiarem a política dos bancos. (...) NOs EUA chama-se 'czar' e já existe hoje no sector automóvel".
[Não estou certa que esta seja a solução. Portugal tem a CGD e não é por isso que o acesso ao crédito de PME's viáveis é mais fácil]
COMÉRCIO LIVRE
" [O comércio é] livre mas não é justo. (...) A produtividade chinesa está entre 30 e 40 por cento da produtividade da Europa Ocidental, mas os salários são dez vezes mais baixos. E isto é um problema. (...) E também temos de proteger famílias europeias das norte-americanas. Como é que podemos ter comércio livre quando um país pode desvalorizar a sua divisa em 20 por cento. Isto é exactamente o que os EUA estão a fazer."
[Sapir propõe tarifas até que os salários de países como a China igualem a produtividade, ou, implicitamente, que anulem as vantagens que os EUA obtêm quando desvalorizam a sua moeda cada vez que estão em crise - pois não sei se não será uma boa ideia]
MERCADOS FINANCEIROS
"E é preciso regular o acesso a determinados mercados. Actualmente, temos muita especulação. No petróleo, vamos de um valor de 35 dólares até 187 dólares por barril, o que está relacionado com a entrada de especuladores financeiros nestes mercados. Os mercados de matérias-primas têm de ser limitados aos operadores que têm efectivamente interesse em comprar ou vender esses produtos."
[O divórcio que hoje se verifica entre fluxos financeiros e reais exige que se adoptem algumas medias para os interligar de novo combatendo assim o risco de bolhas especulativas mas também a ameaça que são à criação de valor nas empresas - esta é uma ideia]
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
E agora dos bancos para ... os países?
O mais preocupante é o que o Dubai sinaliza sobre dificuldades adivinhadas de outros países desenvolvidos. Será o Dubai apenas a ponta do iceberg?
É o que já se vai lendo. E é o que começa a dar razão aos ditos pessimistas que perceberam desde o primeiro momento que a crise financeira iniciada em 2007 por causa do endividamento estava a ser resolvida
»com mais endividamento, agora do Estado, na ilusão de que se consegue salvar o mercado.
» premiando os irresponsáveis
» mantendo e alimentando a anti-natura separação entre o mundo financeiro e o mundo económico.
“Dubai could be the beginning of a series of sovereign debt issues or crises,” said Mohamed El-Erian, chief executive of Pimco, the giant bond-trading company
The worldwide decline in equities spurred by Dubai’s efforts to reschedule its debt is a sign that government spending alone won’t be enough to protect financial markets, according to Arnab Das of Roubini Global Economics.
É o que já se vai lendo. E é o que começa a dar razão aos ditos pessimistas que perceberam desde o primeiro momento que a crise financeira iniciada em 2007 por causa do endividamento estava a ser resolvida
»com mais endividamento, agora do Estado, na ilusão de que se consegue salvar o mercado.
» premiando os irresponsáveis
» mantendo e alimentando a anti-natura separação entre o mundo financeiro e o mundo económico.
“Dubai could be the beginning of a series of sovereign debt issues or crises,” said Mohamed El-Erian, chief executive of Pimco, the giant bond-trading company
The worldwide decline in equities spurred by Dubai’s efforts to reschedule its debt is a sign that government spending alone won’t be enough to protect financial markets, according to Arnab Das of Roubini Global Economics.
Dubai... Crise financeira, Parte II
Os bancos ingleses são os mais expostos a um eventual incumprimento por parte do Dubai.
Para já apenas temos o Dubai World a pedir um adiamento e os Emirados Árabes Unidos a tentarem ajudar o seu irmão em dificuldades.
O Royal Bank of Scotland é um dos mais expostos ao Dubai World - metáfora para dzier que é um dos que pode perder mais dinheiro.
O HSBC é o mais expostos aos Emirados Árabes Unidos.
O RBS recebeu significativas ajudas do Governo britânico - leia-se, contribuintes - e tem 2,3 mil milhões de dólares no Dubai World.
O HSBC, o maior banco inglês, tem em risco 611 milhões de dólares.
Números estimados pela Goldman Sachs, no Times Online
A KPMG vai ser a representante dos credores.
Em causa estão 30 mil milhões de dólares.
Para já apenas temos o Dubai World a pedir um adiamento e os Emirados Árabes Unidos a tentarem ajudar o seu irmão em dificuldades.
O Royal Bank of Scotland é um dos mais expostos ao Dubai World - metáfora para dzier que é um dos que pode perder mais dinheiro.
O HSBC é o mais expostos aos Emirados Árabes Unidos.
O RBS recebeu significativas ajudas do Governo britânico - leia-se, contribuintes - e tem 2,3 mil milhões de dólares no Dubai World.
O HSBC, o maior banco inglês, tem em risco 611 milhões de dólares.
Números estimados pela Goldman Sachs, no Times Online
A KPMG vai ser a representante dos credores.
Em causa estão 30 mil milhões de dólares.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Uma dívida pública que assusta

Em dez anos a dívida pública portuguesa passou de 50% do PIB para 91% do PIB.
A explosão da dívida começou o ano passado.
E a dívida é a melhor aproximação ao desequilíbrio orçamental.
Este ano vamos ter o segundo Orçamento rectificativo - para que o Parlamento autorize o Estado a endividar-se mais.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Andaremos todos loucos?
UK inflation jumps 1,5% from five-year low
quando vemos nos dados históricos que o Reino Unido continua sob ameaça de deflação.
O preconceito que os mercados financeiros andam a gerar na análise económica
quando vemos nos dados históricos que o Reino Unido continua sob ameaça de deflação.
O preconceito que os mercados financeiros andam a gerar na análise económica
domingo, 15 de novembro de 2009
A tentação totalitária
(...) A História evidencia também que esse impulso político é ameaçador da liberdade e que o estado e o aparelho de poder são frequentemente postos à disposição de interesses egoístas e de grupo, prejudicando gravemente a liberdade individual e os direitos fundamentais que deveriam caber aos cidadãos. O modo de restringir o impulso totalitário de todo o poder não é, todavia, negar a existência inevitável de um domínio político nas sociedades humanas, pelo contrário, é aceitá-lo e encontrar as formas de o limitar e reconduzir às suas funções pactícias originárias. (...) rui a. Portugal Contemporâneo via Causa Liberal
Subscrever:
Mensagens (Atom)
A construção representa 22,6% do PIB do Dubai.