Temos levado esse assunto com demasiada displicência.
Lendo o que escreveu o Correio da Manhã - e depois do que escreveu o Público em Agosto - vale a pena olhar para a hipótese de do Presidente ter mesmo estado sob vigilância.
Se assim for grande parte do comportamento do Presidente começa a fazer sentido, e há respostas para as questões e dúvidas que aqui coloquei.
- As dúvidas de Abril tinham de ser confirmadas - face à gravidade do problema o Presidente, dando prioridade à estabilidade do regime, tinha a obrigação se usar primeiro todos os meios antes de envolver as instituições - como PGR .
- A mais de um ano de eleições e em plena crise económica, gerar um problema de regime era bastante grave.
Continuo sem compreender porque decidiu o PR informar os meios de comunicação social - informar e não "encomendar" - quer em Abril de 2008 como agora em Agosto, esta última de forma bem clara - é preciso não esquecer que a notícia do Público refere "fonte da Casa Civil", expressão que em regra não é usada para referir aos assessores para a imprensa.
Hipótese para a sua opção de informar o público em geral em Abril de 2008: a) tentar resolver o problema por essa via, ou seja, tentar que quem quer que seja que tivesse colocado a Presidência sob vigilância ou escuta recuasse.
Parece-me que levei com demasiada displicência a notícia de Agosto de 2009 do Público.
Não me parece que o PR usasse uma arma como a da Segurança para combater o Governo.
Enfim, não tenho certezas de nada. Só hipóteses baseadas no que foi a prática de Cavaco Silva como primeiro-ministro. E se o Presidente suspeita estar sob vigilância o assunto tem de ser levado muito a sério.
