JOSCHKA FISCHER, partido Os Verdes e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha
domingo, 14 de junho de 2009
A UE e a Alemanha, segundo Fischer
Vale a pena ler e pensar sobre os futuros caminhos da União sem (também) a Alemanha.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Cristiano Ronaldo: Irracional e imoral
A transferência de Ronaldo para o Real Madrid não é apenas irracional. É imoral.
E é lamentável assistir à histeria colectiva de contentamento com os valores envolvidos.
É verdade que só há um Ronaldo. Mas o valor que acrescenta ao Real Madrid não pode ser equivalente.
Numa altura em que se criticam os salários de tanta gente aceitar uma transferência destas com entusiasmo não tem explicação.
E é lamentável assistir à histeria colectiva de contentamento com os valores envolvidos.
É verdade que só há um Ronaldo. Mas o valor que acrescenta ao Real Madrid não pode ser equivalente.
Numa altura em que se criticam os salários de tanta gente aceitar uma transferência destas com entusiasmo não tem explicação.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Sobre a vida por aqui: o BPP
Vale a pena ouvir as explicações do ministro das Finanças sobre a solução para o BPP.
Garantir as aplicações dos clientes do BPP em produtos de "retorno absoluto" era abrir uma caixa de Pandora. Todos quantos estão a perder dinheiro com as suas aplicações poderiam reivindicar exactamente o mesmo.
Quem trabalha na banca sabe bem o que tem tido de enfrentar. Clientes desesperados com a perda de valor das suas poupanças porque nunca compreenderam bem onde estava a colocar o dinheiro. Confiavam no "senhor do banco".
É o preço que estamos a pagar pelos excessos de desregulamentação em defesa da liberdade individual de escolha absoluta, mesmo quando sabemos que há pessoas a quem a sociedade não deu as ferramentas necessárias para fazer escolhas informadas. Como, neste caso, educação financeira.
Queremos, alguns, agora encontrar uns culpados. Quando na realidade todos fomos cúmplices com a classe política a liderar essa grande orientação de reduzir os poderes e os instrumentos dos reguladores que enfrentavam (e vão continuar a enfrentar) poderes sempre mais fortes e dissimulados que os seus.
Garantir as aplicações dos clientes do BPP em produtos de "retorno absoluto" era abrir uma caixa de Pandora. Todos quantos estão a perder dinheiro com as suas aplicações poderiam reivindicar exactamente o mesmo.
Quem trabalha na banca sabe bem o que tem tido de enfrentar. Clientes desesperados com a perda de valor das suas poupanças porque nunca compreenderam bem onde estava a colocar o dinheiro. Confiavam no "senhor do banco".
É o preço que estamos a pagar pelos excessos de desregulamentação em defesa da liberdade individual de escolha absoluta, mesmo quando sabemos que há pessoas a quem a sociedade não deu as ferramentas necessárias para fazer escolhas informadas. Como, neste caso, educação financeira.
Queremos, alguns, agora encontrar uns culpados. Quando na realidade todos fomos cúmplices com a classe política a liderar essa grande orientação de reduzir os poderes e os instrumentos dos reguladores que enfrentavam (e vão continuar a enfrentar) poderes sempre mais fortes e dissimulados que os seus.
A coesão do euro
A ler Barry Eichengreen no FMI sobre o tema tabu: a tentação de sair do euro

A tentação é visível na pressão que estão a sentir nas taxas de juro que alguns, como a Irlanda e a Grécia, estão a pagar pela sua dívida pública. Não pagariam menos mas poderiam desvalorizar a moeda, melhorando a sua competitividade e, por essa via, evitando taxas de desemprego tão elevadas - como as da Irlanda e de Espanha.

Obviamente que se a Zona Euro tivesse - como devia ter - um orçamento para enfrentar estas crises -ajudando os mais violentamente afectados pela crise, como a Irlanda e a Espanha, não estaria com tantos problemas.
Como diz o FMI, esta crise é também um teste de coesão aos países da Zona Euro.

A tentação de alguns países, mais afectados pela crise do que outros, de estarem fora do euro.
O que está a contecer prova que podem existir choques assimétricos na área do euro - aspecto recusado por muitos economistas na altura da estreia da moeda única. E expõe de novo o debate, no lançamento do euro, sobre "zonas monetárias óptimas".A tentação é visível na pressão que estão a sentir nas taxas de juro que alguns, como a Irlanda e a Grécia, estão a pagar pela sua dívida pública. Não pagariam menos mas poderiam desvalorizar a moeda, melhorando a sua competitividade e, por essa via, evitando taxas de desemprego tão elevadas - como as da Irlanda e de Espanha.

Obviamente que se a Zona Euro tivesse - como devia ter - um orçamento para enfrentar estas crises -ajudando os mais violentamente afectados pela crise, como a Irlanda e a Espanha, não estaria com tantos problemas.
Como diz o FMI, esta crise é também um teste de coesão aos países da Zona Euro.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Uma ameaça que vem da Letónia
A situação na Letónia complica-se. Há economistas a admitirem que poderemos estar perante um novo recrudescimento da crise recordando o que se passou com a crise no sudeste asiático: tudo começou com o baht tailandês.
O Leste Europeu sob a ameaça de uma crise ao estilo sudeste asiático
O BCE emprestou 3 mil milhões de euros ao banco central da Suécia para reforçar a sua capacidade de ajudar os bancos privados que controlam os bancos nos países bálticos.
A Letónia é uma repetição da Argentina, diz Nouriel Roubini por causa da resistência em desvalorizar.
O Leste Europeu sob a ameaça de uma crise ao estilo sudeste asiático
O BCE emprestou 3 mil milhões de euros ao banco central da Suécia para reforçar a sua capacidade de ajudar os bancos privados que controlam os bancos nos países bálticos.
A Letónia é uma repetição da Argentina, diz Nouriel Roubini por causa da resistência em desvalorizar.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Em Belém mantém-se a sensatez
O Presidente da República não promulgou as alterações à lei do financiamento dos partidos.
Aquela lei meio aprovada à socapa por todos os partidos e que apenas mereceu criticas de um deputado, o socialista António José Seguro.
Um dos argumento do Presidente é obviamente o mundo em que queriam ficar os partidos: um modelo de financiamento "tendencialmente público" como tinha aprovado anteriormente, e aumentar significativamente a possibilidade de doações privadas sem se saber quem dava o quê.
O mal que o financiamento dos partidos está a fazer às democracias recomendava que a classe política fosse mais sensata e procurasse solução mais adequadas para um tema destes, tão debatido no mundo.
Por vezes parece que o maior inimigo dos partidos e da democracia são os próprios políticos.
A actuação do Presidente da República tem sido determinante para limitar os danos que se estão a fazer ao regime.
Aquela lei meio aprovada à socapa por todos os partidos e que apenas mereceu criticas de um deputado, o socialista António José Seguro.
Um dos argumento do Presidente é obviamente o mundo em que queriam ficar os partidos: um modelo de financiamento "tendencialmente público" como tinha aprovado anteriormente, e aumentar significativamente a possibilidade de doações privadas sem se saber quem dava o quê.
O mal que o financiamento dos partidos está a fazer às democracias recomendava que a classe política fosse mais sensata e procurasse solução mais adequadas para um tema destes, tão debatido no mundo.
Por vezes parece que o maior inimigo dos partidos e da democracia são os próprios políticos.
A actuação do Presidente da República tem sido determinante para limitar os danos que se estão a fazer ao regime.
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