... assim se manifestou um participante do fórum desta manhã da TSF.
O debate era o que podemos fazer para ultrapassar a crise, com uma condição, não falar do Estado.
E os motes: o restaurante inglês que - por causa da crise - adoptou a política de cada um pagar o que quer - e assim está a ser falado por todos nós - aumentou certamente a sua clientela e crise não há para ele.
E a cadeia hoteleira que se lançou também para cada um paga o que quer num dia específico.
Tal como aquela famosa notícia que percorreu o mundo de Larry Flint pedir também a ajuda do Estado americano, também estes são casos de 'marketing'. Interessantes, mas de 'marketing' como bem observava o ouvinte da TSF - e foi dizendo, sem que se quisesse ouvir, o responsável da cadeia hoteleira.
A crise como produto é um tema interessante. As operações de promoção que se fazem usando a crise são temas interessantes. Mas na perspectiva da criatividade dos gestores em conquistar clientes em tempos de crise.
Casos em que os media são usados sem sequer repararem.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Desculpas dos banqueiros ... só 15 vezes
O Times contou as palavras ditas pelos banqueiros do RBS e HBOS que estiveram no Parlamento inglês ontem respondendo pelo que fizeram nos seus bancos.Afinal as palavras "sorry" e "apologise" foram ditas poucas vezes - cerca de 15.
Muitos menos que, por exemplo, "experiência", uma expressão que, convenhamos, é pouco apropriada para quem deixou cair os seus bancos.
As palavras mais ditas foram 'risk' , 'board' e 'banks' - inevitavelmente.
Banqueiros pediram desculpas acabou por ser a notícia.
Uma notícia quantitativa teria de ser qualquer coisa à volta do risco?
Proteccionismo, curto prazo, longo prazo
Questão colocada no Negócios. No momento em que escrevo tinham votado 201 pessoas - a esmagadora maioria defende o proteccionismo.É um erro. A economia e a história ensinam que é um erro.
Mas quando leio argumentos tão fortes como os de João Rodrigues e Paul Krugman. Não deixo de ter dúvidas.
Enfrentamos o habitual conflito entre o curto prazo e longo prazo?
É verdade que uma política orçamental expansionista nos Estados Unidos - consumidores e devedores - corresponde a fazer pagar impostos aos americanos pelo crescimento dos outros - uma parte do estímulo vai para o resto do mundo. Mas esse resto do mundo consome depois produtos americanos.
Um modelo estático - que olhe apenas para os efeitos de primeira ordem - não me parece que apanhe o impacto global de uma política orçamental. Ganham os outros mas ganham também os americanos.
No caso português, o proteccionismo ainda faz menos sentido. Como economia fechada seríamos indiscutivelmente mais pobres.
O Presidente da República falou sobre isso hoje (ontem).:
E o que escreveu há dias sobre Willem Buiter sobre "Buy American" e "British jobs for British workers"... o caminho para a depressão.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Queremos um banqueiro que seja banqueiro
It is time for banks to behave like banks
No FT com uma violência mais do que justificada.
Criticar o comportamento totalmente irresponsável dos banqueiros não é ser contra o capitalismo. É salvar o capitalismo.
Não nos devemos envergonhar nem sentir que nos estamos a deixar arrastar pelos sentimentos da inveja por criticar os salários e prémios milionários que recebem - e insistem em continuar a receber apesar de alguns só existirem porque foram salvos pelo Estado - que tanto criticaram e tanto conseguiram condicionar e limitar.
O argumento de que sem esses salários não se consegue atrair os melhores - bom com esses salários não se conseguiu atrair os melhores como a situação em que vivemos o demonstra.
E já agora, qual será o emprego alternativo que têm?
No FT com uma violência mais do que justificada.
Criticar o comportamento totalmente irresponsável dos banqueiros não é ser contra o capitalismo. É salvar o capitalismo.
Não nos devemos envergonhar nem sentir que nos estamos a deixar arrastar pelos sentimentos da inveja por criticar os salários e prémios milionários que recebem - e insistem em continuar a receber apesar de alguns só existirem porque foram salvos pelo Estado - que tanto criticaram e tanto conseguiram condicionar e limitar.
O argumento de que sem esses salários não se consegue atrair os melhores - bom com esses salários não se conseguiu atrair os melhores como a situação em que vivemos o demonstra.
E já agora, qual será o emprego alternativo que têm?
Nós já temos um 'bad bank'
Lembram-se da Finangeste? Criada para ficar com o crédito malparado das crises de 1973/74, 1979 e da Revolução. O nosso 'bad bank'.
Pois ainda existe:
Pois ainda existe:
Em 2007 teve lucros de 19 milhões dee euros explicados por "outros resultados de exploração"- Não se consegue saber o que é. E apesar dos custos de pessoal terem sido da ordem de 1,5 milhões de euros.
Aqui o relatório e contas anual de 2007 - ou seja, duas folhas, uma com o balanço, outra com a demonstração de resultados. E o semestral de 2008 aqui.
Pelo que se pode ver nas contas e na lista de venda de imóveis já vai fazendo algum trabalho de 'bad bank'.
Pequenos sinais de início do fim da crise
Há sinais de maior oferta de crédito às empresas nos Estados Unidos mas ainda com a procura a cair, como se pode ver aqui.
Também na área do euro começam a existir sinais de alívio, com os bancos a dizerem que estão a restringir menos ao crédito, segundo os últimos dados dos inquéritos aos bancos.
Em Portugal ainda não existe nenhum sinal. Os bancos continuam a afirmar que pretendem restringir ainda mais o crédito.
O Negócios tem hoje um trabalho sobre este tema. (link não disponível)
São os pequeníssimos sinais de retoma, ainda limitados aos EUA e grandes países da área do euro.
Também na área do euro começam a existir sinais de alívio, com os bancos a dizerem que estão a restringir menos ao crédito, segundo os últimos dados dos inquéritos aos bancos.
Em Portugal ainda não existe nenhum sinal. Os bancos continuam a afirmar que pretendem restringir ainda mais o crédito.
O Negócios tem hoje um trabalho sobre este tema. (link não disponível)
São os pequeníssimos sinais de retoma, ainda limitados aos EUA e grandes países da área do euro.
Um hamburguer no twitter
O herói do twiiter ou como ofereceram um hamburguer à Alberta:
Uma grande história esta que Paulo Querido aponta, tão bem contada por Pedro Aniceto. :-)
Uma grande história esta que Paulo Querido aponta, tão bem contada por Pedro Aniceto. :-)
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