"Dos contactos que tenho mantido com dirigentes de instituições de solidariedade, recolho informações que a maioria dos casos de 'novos pobres' está associada a situações de divórcio", Presidente da República, criticando também a nova lei do divórcio.
O divórcio sempre foi uma das principais causas de entrada em dificuldades financeiras por parte de famílias que antes estavam na classe média. É uma das principais causas que a banca detecta quando uma família deixa de pagar as prestações da casa, a outra é o desemprego. A nova lei do divórcio está envolta em controvérsia. É convicção do Presidente que fragiliza as mulheres. Mas valia a pena esperar que a nova lei fizesse algum caminho - uma vez que já foi aprovada - antes de voltar a criticá-la.
“A nossa proposta é a mais justa. As empresas orientam-se por si próprias. O PSD espera , por isso, que a maioria socialista aprove estas propostas”,
Líder do PSD, Manuela Ferreira Leite na apresentação das propostas para o Orçamento Suplementar.
O mercado o melhor mecanismo de organização da economia. Há uma excepção que ocorre neste momento: o mecanismo está com avarias graves como estamos a ver por todo o mundo ocidental. Há propostas do PSD que têm racionalidade, como a descida da TSU, mas podem ser necessárias ajudas directas. A critica aos apoios do Estado tem o seu argumento forte no critério de escolha. Mas, na actual conjuntura, os prejuízos causados pelos erros de algumas escolhas tendem a ser inferiores aos ganhos.
Gostava que o meu país fosse um pouquinho mais parecido com o que se lê que são os países nórdicos. Em tempos de dificuldade - tão grandes como as que agora enfrentamos - todos se unem na resolução dos problemas.
As diferenças não são assim tão grandes. Na verdade, estamos todos mais ou menos certos.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
A justiça, o jornalismo e as campanhas
A entrevista da Procuradora Cândida Almeida a Judite de Sousa foi extremamente importante - foram feitas as perguntas que queríamos ver respondidas e a Procuradora, que revela uma força e uma segurança que nos conforta, esclareceu o que podia que foi suficiente para percebermos que há nesta história uma elevada parcela de manipulação.
Revela ainda como é importante a Justiça dar a cara no palco mediático. Tem sido a sua recusa em comunicar - que como vimos é possível, respeitando o segredo de justiça - que viabiliza a manipulação.
Dito isto, é fundamental que não se responsabilize o mensageiro: os jornalistas que fizeram o seu trabalho respeitando as regras.
O que escrevi aqui mereceu várias criticas. De João Pinto e Castro e da Câmara Corporativa .
Um jornalista sabe que enfrenta sempre o risco de manipulação. Cabe-nos a nós jornalistas minimizar a manipulação tendo consciência que frequentemente não a conseguimos eliminar. Não tenho razões para considerar que as regras jornalísticas foram menos cumpridas neste caso que noutros.
Há em toda a história que veio a público partes que correspondem ao que está no processo e partes que não correspondem. Isso mesmo foi dito pela Procuradora na entrevista à RTP. Mas houve de facto um erro: o primeiro-ministro não é suspeito no único processo onde tudo tem origem - o que foi desencadeado pela carta anónima.
Quando se juntam todos os casos enfrentados pelo primeiro-ministro, parafraseando Cândida Almeida, qualquer pessoa que enfrentasse o que ele já enfrentou seria tentado, como ele, a concluir que "há campanhas negras" que o perseguem. Há racionalidade nessa conclusão pelas medidas que adoptou, duras para muita gente.
Revela ainda como é importante a Justiça dar a cara no palco mediático. Tem sido a sua recusa em comunicar - que como vimos é possível, respeitando o segredo de justiça - que viabiliza a manipulação.
Dito isto, é fundamental que não se responsabilize o mensageiro: os jornalistas que fizeram o seu trabalho respeitando as regras.
O que escrevi aqui mereceu várias criticas. De João Pinto e Castro e da Câmara Corporativa .
Um jornalista sabe que enfrenta sempre o risco de manipulação. Cabe-nos a nós jornalistas minimizar a manipulação tendo consciência que frequentemente não a conseguimos eliminar. Não tenho razões para considerar que as regras jornalísticas foram menos cumpridas neste caso que noutros.
Há em toda a história que veio a público partes que correspondem ao que está no processo e partes que não correspondem. Isso mesmo foi dito pela Procuradora na entrevista à RTP. Mas houve de facto um erro: o primeiro-ministro não é suspeito no único processo onde tudo tem origem - o que foi desencadeado pela carta anónima.
Quando se juntam todos os casos enfrentados pelo primeiro-ministro, parafraseando Cândida Almeida, qualquer pessoa que enfrentasse o que ele já enfrentou seria tentado, como ele, a concluir que "há campanhas negras" que o perseguem. Há racionalidade nessa conclusão pelas medidas que adoptou, duras para muita gente.
Um absurdo...e a ameaça a Portugal
Qual a probabilidade de o título que se segue ser manchete dos jornais ingleses?
"Polícia portuguesa suspeita de Gordon Brown"
Não sei, como ninguém sabe, o que se passou no caso Freeport.
Discordo de quem considera que o que está a sair nos jornais é apenas poluição.
Os protagonistas deviam preocupar-se mais em esclarecer o que está a ser publicado do que em debater as fugas de informação.
No meio de uma crise financeira, bancária e económica só precisávamos mesmo de uma crise política envolvendo o primeiro-ministro.
O que se está a passar é mesmo muito preocupante. Talvez a maior ameaça às mudanças que o país tanto precisa para garantir o regresso da prosperidade.
Sócrates tentou fazer um conjunto de reformas que ameaçaram os direitos adquiridos de muita gente no país. Todos diziam que era preciso fazer isso. Nunca ninguém o fez. Por variadas razões, muitas perfeitamente justificáveis, como a ausência de estabilidade política.
Se Sócrates for vencido sem ser em eleições, tenho dúvidas que mais alguém tenha a coragem de iniciar as reformas que se tentaram fazer - com mais ou menos sucesso - nesta legislatura.
Sendo ou não verdadeiro o que os maiores apoiantes de Sócrates dizem - sucessivos ataques ao primeiro-ministro praticamente desde que se candidatou - qualquer novo Governo terá naturalmente mais receio de ser tão reformista como este tentou ser.
É preciso evitar a habitual tentação saloia de dar carta branca a tudo o que é estrangeiro. (O que não significa que a história não seja notícia).
Sendo os pedidos de informação das autoridades judiciais inglesas enquadrados nos princípios de cooperação judicial, é bom não esquecer essa cooperação não existiu quando foi pedida por Lisboa. E que os ingleses teriam actuado de forma muito diferente se fossemos nós a pedir informações sobre o seu primeiro-ministro.
Dito isto, vale a pena esclarecer o mais depressa possível o que se está a passar.
"Polícia portuguesa suspeita de Gordon Brown"
Não sei, como ninguém sabe, o que se passou no caso Freeport.
Discordo de quem considera que o que está a sair nos jornais é apenas poluição.
Os protagonistas deviam preocupar-se mais em esclarecer o que está a ser publicado do que em debater as fugas de informação.
No meio de uma crise financeira, bancária e económica só precisávamos mesmo de uma crise política envolvendo o primeiro-ministro.
O que se está a passar é mesmo muito preocupante. Talvez a maior ameaça às mudanças que o país tanto precisa para garantir o regresso da prosperidade.
Sócrates tentou fazer um conjunto de reformas que ameaçaram os direitos adquiridos de muita gente no país. Todos diziam que era preciso fazer isso. Nunca ninguém o fez. Por variadas razões, muitas perfeitamente justificáveis, como a ausência de estabilidade política.
Se Sócrates for vencido sem ser em eleições, tenho dúvidas que mais alguém tenha a coragem de iniciar as reformas que se tentaram fazer - com mais ou menos sucesso - nesta legislatura.
Sendo ou não verdadeiro o que os maiores apoiantes de Sócrates dizem - sucessivos ataques ao primeiro-ministro praticamente desde que se candidatou - qualquer novo Governo terá naturalmente mais receio de ser tão reformista como este tentou ser.
É preciso evitar a habitual tentação saloia de dar carta branca a tudo o que é estrangeiro. (O que não significa que a história não seja notícia).
Sendo os pedidos de informação das autoridades judiciais inglesas enquadrados nos princípios de cooperação judicial, é bom não esquecer essa cooperação não existiu quando foi pedida por Lisboa. E que os ingleses teriam actuado de forma muito diferente se fossemos nós a pedir informações sobre o seu primeiro-ministro.
Dito isto, vale a pena esclarecer o mais depressa possível o que se está a passar.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Informação e fugas de...
Porque estamos, alguns, mais preocupados com a fuga de informação do que com a informação, em si?
A recessão global
O mundo vai estar em recessão este ano. Novas previsões do FMI.
A área do euro produzirá menos 2% este ano que em 2008.
Não me lembro de alguma vez o FMI ter feito revisões tão frequentes das suas previsões. Estamos quase na média de uma por mês.
A área do euro produzirá menos 2% este ano que em 2008.
Não me lembro de alguma vez o FMI ter feito revisões tão frequentes das suas previsões. Estamos quase na média de uma por mês.
Porque concordo... inflação e queda de preços
Encontrei e depois perdi este post de João Pinto e Castro que quero registar aqui:
Baixa de inflação não é o mesmo que baixa dos preços.
O alerta é para os jornalistas, com a recomendação para editores e directores.
Tem toda a razão. Em causa própria, posso apenas dizer que sempre que é possível - e nem sempre é, pela voragem que é fazer a notícia - o alerta e a correcção é feita.
Este saber é especialmente importante na actual conjuntura. Vamos ter meses em que, de facto, vai haver queda de preços.
Como devemos escrever ou "dizer" a deflação?
Começo pelo que não deveríamos dizer:
"A inflação foi negativa" .... a evitar por todos os meios
Melhor, mais perceptível por todos é dizer:
Os preços caíram face ao mês anterior ou em relação ao ano passado
O cabaz do INE custa agora menos ...% que no mês passado e/ou ...% que há um ano.
Baixa de inflação não é o mesmo que baixa dos preços.
O alerta é para os jornalistas, com a recomendação para editores e directores.
Tem toda a razão. Em causa própria, posso apenas dizer que sempre que é possível - e nem sempre é, pela voragem que é fazer a notícia - o alerta e a correcção é feita.
Este saber é especialmente importante na actual conjuntura. Vamos ter meses em que, de facto, vai haver queda de preços.
Como devemos escrever ou "dizer" a deflação?
Começo pelo que não deveríamos dizer:
"A inflação foi negativa" .... a evitar por todos os meios
Melhor, mais perceptível por todos é dizer:
Os preços caíram face ao mês anterior ou em relação ao ano passado
O cabaz do INE custa agora menos ...% que no mês passado e/ou ...% que há um ano.
Em busca de notícias positivas...
Autoeropa concretizará este ano 80% do seu plano de investimento de 541 milhões de euros. O ano passado as vendas caíram mas a incorporação de produtos nacionais subiu
Pode ler-se hoje no Jornal de Negócios
Valorização do euro 'aumenta' lucros de algumas empresas portuguesas, como a Altri, BPI, Brisa, EDP e Edp Renováveis, Galp Energia, Mota-Engil, Portucel e Teixeira Duarte.
Também no Negócios em papel.
(Tentando fazer este exercício - embora não seja nada fácil)
Pode ler-se hoje no Jornal de Negócios
Valorização do euro 'aumenta' lucros de algumas empresas portuguesas, como a Altri, BPI, Brisa, EDP e Edp Renováveis, Galp Energia, Mota-Engil, Portucel e Teixeira Duarte.
Também no Negócios em papel.
(Tentando fazer este exercício - embora não seja nada fácil)
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