Porque não nos queixamos às autoridades?
Uma das questões que me colocaram em conversas sobre o caso Freeport foi:
Se alguém estava a pedir dinheiro para um licenciamento - os tais 4 milhões referidos pelo tio de José Sócrates - porque ninguém fez uma denúncia?
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Mais uns dias de silêncio...
Que espero não voltar a repetir. Pelo menos com esta fequência.
Hoje é mais um dia de turbulência na banca
O Banco Privado Português alvo de buscas por causa de operações financeiras com 'off-shores'. A ordem partiu, aparentemente, da Comissão de Mercados de Valores Mobiliários.
Dias Loureiro esta neste momento no Parlamento por causa do Banco Português de Negócios.
O BCP está no centro de muito diz que disse por causa da fragilidade da sua estrutura accionista.
E obviamente, o 'Caso Freeport' com todo o seu nevoeiro informativo.
Que espero não voltar a repetir. Pelo menos com esta fequência.
Hoje é mais um dia de turbulência na banca
O Banco Privado Português alvo de buscas por causa de operações financeiras com 'off-shores'. A ordem partiu, aparentemente, da Comissão de Mercados de Valores Mobiliários.
Dias Loureiro esta neste momento no Parlamento por causa do Banco Português de Negócios.
O BCP está no centro de muito diz que disse por causa da fragilidade da sua estrutura accionista.
E obviamente, o 'Caso Freeport' com todo o seu nevoeiro informativo.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Uma inflação assustadora
Notícias da crise
Mais um dia entre o preocupante e o actuante:
Preocupante: A rápida queda da taxa de inflação.
Prefiro dizer que a média de preços do cabaz dos que avalia a evolução dos preços vai registar em breve uma queda. Em Portugal é certo, em alguns países da União também.
Não é deflação. Ainda.
Mas há neste momento uma perigosa mistura que pode conduzir grandes economias como a Alemanha e os Estados Unidos para um processo deflacionista.
1. O abrandamento da economia...
2. ...reduz a inflação e no limite pode provocar queda de preços
3. ...que por sua vez aperta as margens das empresas e a produção
3. ... que por sua vez conduz a despedimentos,
4. ...que por sua vez provoca novas reduções do consumo
5. ... que por sua vez provoca novos abrandamento da economia,
6. ... que por sua vez leva a nova redução dos preços e a adiamento de consumos de quem tem dinheiro....
7. ....E regressamos a 3.
É a espiral deflacionista clássica
Agora junte-se ao Abrandamento da economia de 1. A instabilidade financeira geradora de incerteza e medo do futuro - quem não tem dinheiro - está desempregado não consome pelas razões óbvias e quem tem dinheiro não consome não só porque espera que os preços baixem mais mas também porque poupa mais que o habitual por medo do futuro.
Animador (mais ou menos) - A descida das taxas de juro
Depois da asneira que fez em meados do ano passado, o BCE está finalmente a perceber os riscos que enfrenta.
Mais um dia entre o preocupante e o actuante:
Preocupante: A rápida queda da taxa de inflação.
Prefiro dizer que a média de preços do cabaz dos que avalia a evolução dos preços vai registar em breve uma queda. Em Portugal é certo, em alguns países da União também.
Não é deflação. Ainda.
Mas há neste momento uma perigosa mistura que pode conduzir grandes economias como a Alemanha e os Estados Unidos para um processo deflacionista.
1. O abrandamento da economia...
2. ...reduz a inflação e no limite pode provocar queda de preços
3. ...que por sua vez aperta as margens das empresas e a produção
3. ... que por sua vez conduz a despedimentos,
4. ...que por sua vez provoca novas reduções do consumo
5. ... que por sua vez provoca novos abrandamento da economia,
6. ... que por sua vez leva a nova redução dos preços e a adiamento de consumos de quem tem dinheiro....
7. ....E regressamos a 3.
É a espiral deflacionista clássica
Agora junte-se ao Abrandamento da economia de 1. A instabilidade financeira geradora de incerteza e medo do futuro - quem não tem dinheiro - está desempregado não consome pelas razões óbvias e quem tem dinheiro não consome não só porque espera que os preços baixem mais mas também porque poupa mais que o habitual por medo do futuro.
Animador (mais ou menos) - A descida das taxas de juro
Depois da asneira que fez em meados do ano passado, o BCE está finalmente a perceber os riscos que enfrenta.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Maus sinais
As bolsas caíram hoje fortemente.
Mais um sinal de que o pior ainda não passou.
Como o demonstram outros casos passados e apresentados no início do ano no encontro anual da Associação de Economistas Americanos.*
Vale a pena ler "The Aftermath of Financial Crises" de Carmen M. Reinhart e Kenneth S. Rogoff e perceber o que nos pode esperar.
* A agenda do debate deste encontro anual revela bem como é que os economistas andam por vezes nas nuvens. A crise financeira teve aquele trabalho e um debate, e pouco mais. Há trabalhos sobre o que os economistas norte- americanos disseram do euro - "Reflections on American Views of the Euro Ex Ante: What We Have Learnt 10 years Ex Post" sábado dia 3 de Janeiro - e em matéria de actualidade ficamos por aqui.
Vale a pena ler "Why so little self-recrimination among economists?" - sobre a ausência de autocrítica entre os economistas ou uma reflexão que seja sobre as razões que justificam que tivessem errado tão calamitosamente em relação ao que se estava a passar no sistema financeiro e imobiliário nos Estados Unidos.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Munições certas para a crise
Que medidas adoptar para combater a crise?
Respostas racionais:
Respostas racionais:
- no FMI, um artigo de Antonio Spilimbergo, Steve Symansky, Olivier Blanchard,
and Carlo Cottarelli, onde se pode concluir que primeiro é preciso estabilizar o mais depressa possível os bancos - ou seja, capitalizá-los, em linguagem comum, ajudá-los - e prosseguir rapidamente com investimentos públicos - que aumentam de imediato o consumo da economia - e despesa pública dirigida às vítima da crise - política social pura.
Não se recomendam ajudas às empresas, descidas generalizadas de impostos, aumentos nos gastos públicos que perdurem, designadamente contratação de mais funcionários públicos.
- A intervenção do governador do Banco de Portugal na terça passada, dia de apresentação das suas previsões.
Vale ainda menos a pena debater se o Estado deve ou não intervir. Como defendo hoje no Negócios, o mundo em que estamos a viver neste momento é mais próximo do universo do "Dilema do Prisioneiro" que de "Adam Smith". Num mundo desses o Estado tem condições decidir o que é melhor para a colectividade. Quando a estabilidade regressar, as nossas decisões individuais serão melhores que as do Estado.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
A recessão bate forte nos Estados Unidos
Notícias da crise
A taxa de desemprego nos Estados Unidos saltou de 6,8% em Novembro para 7,2% em Dezembro. Desapareceram um milhão de postos de trabalho em dois meses. Além do aumento do desemprego, as pessoas trabalham menos horas.
Via NYT:
A actual recessão iniciou-se, segundo o NBER, em Dezembro de 2007. Os Estados Unidos estão no seu 13º mês de recessão. Se a recuperação não chegar no segundo semestre, como esperam os mais optimistas, o início de 2011 ainda pode ser de crise em Portugal.
A taxa de desemprego nos Estados Unidos saltou de 6,8% em Novembro para 7,2% em Dezembro. Desapareceram um milhão de postos de trabalho em dois meses. Além do aumento do desemprego, as pessoas trabalham menos horas.
Via NYT:
The accelerating job loss — more than one million jobs have disappeared in
just two months — suggests that the recession will last at least into early
summer, making it the longest since the 1930s. The severe recessions of the
mid-1970s and early 1980s each lasted 16 months, the current record.
A actual recessão iniciou-se, segundo o NBER, em Dezembro de 2007. Os Estados Unidos estão no seu 13º mês de recessão. Se a recuperação não chegar no segundo semestre, como esperam os mais optimistas, o início de 2011 ainda pode ser de crise em Portugal.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)
